UNITA respeita decisão de David Mendes

  • Deputado David Mendes
Luanda - O Grupo Parlamentar da UNITA declarou, nesta quarta-feira, que respeita a decisão do deputado independente David Mendes de abandonar a sua bancada.

 

O parlamentar prometeu  formalizar, na última terça-feira (03), o pedido de saída do grupo parlamentar, devido a uma suposta falta de solidariedade do partido às ameaças de morte de que foi alvo.

Na semana finda, David Mendes foi ofendido moralmente e ameaçado de morte por um grupo de jovens, nas redes sociais, por criticar o envolvimento da UNITA no apoio à manifestação do dia 24 de Outubro.

Os jovens revoltaram-se contra o deputado por ter reprovado/condenado a participação de membros da direcção da UNITA na organização deste protesto da sociedade civil, em Luanda.

Em comunicado de imprensa, a que a ANGOP teve acesso, o Grupo Parlamentar da UNITA agradece a David Mendes por ter integrado a bancada e emprestado o seu saber ao debate parlamentar em sede da Assembleia Nacional.

Lembra que, como comentarista no programa Revista Zimbo, aos domingos, o deputado teve sempre o cuidado de referir que o fazia enquanto independente, pois foi sempre esta a sua linha.

"A isto chama-se liberdade de pensamento, de expressão e de opinião, pelo que em nenhum momento teria sido censurado qualquer conteúdo das suas intervenções, na mídia ou no Parlamento, porquanto as suas intervenções no Parlamento sempre foram feitas de improviso", lê-se no comunicado.

O partido reafirma a vontade de trabalhar com todas as forças vivas do país, para a consolidação de um Estado Democrático e de Direito, onde as liberdades de expressão, imprensa, manifestação e associação, bem como a separação de poderes sejam a bussóla e o modo de vida das pessoas e instituições.

Quanto aos argumentos de David Mendes, a nota destaca que o presidente e outros membros do maior partido da oposição manifestaram solidariedade, afirmando que nunca se deve pôr em causa a integridade física de ninguém.

Conforme o grupo parlamentar da UNITA, a saída de David Mendes enquadra-se numa "campanha" que, para o partido, visa "diabolizar e atingir a direcção do partido, na pessoa do seu presidente Adalberto Costa Júnior".

David Mendes, presidente do Partido Popular (PP), concorreu pela lista da UNITA nas Eleições Gerais de 2017, a título independente.

Foi o segundo concorrente independente levado ao Parlamento pela maior força da oposição, depois de Makuta Nkondo, nas Eleições Gerais de 2008, ambas ganhas pelo MPLA.

 

 

O parlamentar prometeu  formalizar, na última terça-feira (03), o pedido de saída do grupo parlamentar, devido a uma suposta falta de solidariedade do partido às ameaças de morte de que foi alvo.

Na semana finda, David Mendes foi ofendido moralmente e ameaçado de morte por um grupo de jovens, nas redes sociais, por criticar o envolvimento da UNITA no apoio à manifestação do dia 24 de Outubro.

Os jovens revoltaram-se contra o deputado por ter reprovado/condenado a participação de membros da direcção da UNITA na organização deste protesto da sociedade civil, em Luanda.

Em comunicado de imprensa, a que a ANGOP teve acesso, o Grupo Parlamentar da UNITA agradece a David Mendes por ter integrado a bancada e emprestado o seu saber ao debate parlamentar em sede da Assembleia Nacional.

Lembra que, como comentarista no programa Revista Zimbo, aos domingos, o deputado teve sempre o cuidado de referir que o fazia enquanto independente, pois foi sempre esta a sua linha.

"A isto chama-se liberdade de pensamento, de expressão e de opinião, pelo que em nenhum momento teria sido censurado qualquer conteúdo das suas intervenções, na mídia ou no Parlamento, porquanto as suas intervenções no Parlamento sempre foram feitas de improviso", lê-se no comunicado.

O partido reafirma a vontade de trabalhar com todas as forças vivas do país, para a consolidação de um Estado Democrático e de Direito, onde as liberdades de expressão, imprensa, manifestação e associação, bem como a separação de poderes sejam a bussóla e o modo de vida das pessoas e instituições.

Quanto aos argumentos de David Mendes, a nota destaca que o presidente e outros membros do maior partido da oposição manifestaram solidariedade, afirmando que nunca se deve pôr em causa a integridade física de ninguém.

Conforme o grupo parlamentar da UNITA, a saída de David Mendes enquadra-se numa "campanha" que, para o partido, visa "diabolizar e atingir a direcção do partido, na pessoa do seu presidente Adalberto Costa Júnior".

David Mendes, presidente do Partido Popular (PP), concorreu pela lista da UNITA nas Eleições Gerais de 2017, a título independente.

Foi o segundo concorrente independente levado ao Parlamento pela maior força da oposição, depois de Makuta Nkondo, nas Eleições Gerais de 2008, ambas ganhas pelo MPLA.