SADC/Moçambique: Angola prepara envio de assessores militares

  • Vista interior da sala principal da Assembleia  (arquivo)
  • Dístico da  SADC
Luanda - Angola deverá enviar 20 assessores militares para Moçambique, no âmbito da Força em Estado de Alerta da SADC, para apoiar as autoridades daquele país no combate ao terrorismo, na província de Cabo Delgado.

A Assembleia Nacional (AN) agendou, para terça-feira (27), a discussão e votação da solicitação do Presidente da República, na qualidade de Comandante-em-Chefe das Forcadas Armadas Angolanas (FAA), sobre o envio de efectivo militar, no âmbito dos protocolos afins da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo porta-voz da AN, Raúl Lima, no final da conferência de líderes parlamentares que agendou, com carácter de urgência, a temática para oitava reunião plenária extraordinária do dia 27.

Nesta operação, Angola deverá participar com dois (2) oficiais no Mecanismo de Cooperação Regional (RMC), oito (8) oficiais no Comando da Força e com dez tripulantes para aeronave de Projecção Aérea Estratégica do tipo IL-76.

Apoio dos Partidos com assento parlamentar

O vice-presidente do grupo parlamentar do MPLA, Manuel da Cruz Neto, disse que todos devem estar solidários com o povo de Moçambique, que está a sofrer consequências de actos de terrorismo contra pessoas indefesas.

"Estamos de acordo que é preciso honrar os compromissos que Angola tem para com a SADC, concretamente no que diz respeito à componente da Força em Estado de Alerta da SADC, de que faz parte”, afirmou.

Disse ser neste sentido que o Presidente da República, na qualidade de Comandante-em- -Chefe das FAA, solicitou à AN o envio de 20 militares para integrar a componente da Força em Estado de aAerta da SADC em Moçambique.

Na óptica do deputado, é necessário que os serviços de inteligência do país estejam atentos e capacitados para prever situações do género para tomar as medidas que se impõem.

Por outro lado, o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, disse que o seu partido está de acordo com o envio de apoio técnico militar para Moçambique, na perspectiva do fenómeno do terrorismo não se alastrar para os outros países membros da SADC.

Salientou que a situação politico-militar na República de Moçambique, em particular no Norte da província de Cabo Delgado, é crítica e apela à solidariedade de todos os povos de África, em particular os da região Austral.

"Portanto, o grupo parlamentar da UNITA expressa aqui a sua solidariedade ao povo de Moçambique e ao seu governo (...)", referiu.

De igual modo, Benedito Daniel, do PRS, disse que o seu partido também concorda com o envio desta força de alerta, no âmbito da SADC.

"Em primeiro lugar temos a obrigação de nos solidarizarmos com o povo moçambicano e o seu governo e, em segundo, o dever de cumprir com os compromissos assumidos com a SADC", observou.

Já o líder do grupo parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, expressou, também, solidariedade ao povo moçambicano e ao seu governo.

"Quero tranquilizar o povo angolano que não se trata de um contingente para ir na frente de combate, é apenas um grupo restrito de 20 elementos, que vai na condição de assessores para apoiar as forças do país irmão moçambicano", assinalou.

Por seu turno, o líder de bancada da FNLA, Lucas Ngonda, disse que o seu partido está, igualmente, de acordo com o envio dessa componente de Força em Estado de Alerta para Moçambique, "por estarmos inscritos no mesmo quadro regional".

Resultados da Cimeira de Junho

A SADC realizou, no dia 23 de Junho deste ano, na cidade de Maputo, a Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e do Governo, que analisou a situação de segurança em Moçambique, onde ocorrem actos terroristas perpetrados contra civis, mulheres e crianças inocentes, em alguns distritos da província de Cabo Delgado,

Em consequência, a Cimeira aprovou o envio de componentes da Força em Estado de Alerta da SADC, até 15 de Julho de 2021, com a finalidade de apoiar as forças de defesa de Moçambique (FADM) no combate à ameaça de terrorismo e aos actos de extremismo violento em Cabo Delgado.

Conhecidos localmente sob o nome de Al-Shabab ("os jovens", tradução em árabe), os insurgentes semeiam o terror desde 2017 naquela província fronteiriça com a Tanzânia, rica em gás natural.

Os ataques terroristas já causaram a fuga de 800 mil pessoas e a paralisação de um projecto de gás de 20 mil milhões de dólares, liderado pela Total, um gigante francês do petróleo.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral é uma organização inter-governamental. criada em 1992. dedicada à cooperação e integração socioeconómica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança, dos países da África Austral.

A Assembleia Nacional (AN) agendou, para terça-feira (27), a discussão e votação da solicitação do Presidente da República, na qualidade de Comandante-em-Chefe das Forcadas Armadas Angolanas (FAA), sobre o envio de efectivo militar, no âmbito dos protocolos afins da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo porta-voz da AN, Raúl Lima, no final da conferência de líderes parlamentares que agendou, com carácter de urgência, a temática para oitava reunião plenária extraordinária do dia 27.

Nesta operação, Angola deverá participar com dois (2) oficiais no Mecanismo de Cooperação Regional (RMC), oito (8) oficiais no Comando da Força e com dez tripulantes para aeronave de Projecção Aérea Estratégica do tipo IL-76.

Apoio dos Partidos com assento parlamentar

O vice-presidente do grupo parlamentar do MPLA, Manuel da Cruz Neto, disse que todos devem estar solidários com o povo de Moçambique, que está a sofrer consequências de actos de terrorismo contra pessoas indefesas.

"Estamos de acordo que é preciso honrar os compromissos que Angola tem para com a SADC, concretamente no que diz respeito à componente da Força em Estado de Alerta da SADC, de que faz parte”, afirmou.

Disse ser neste sentido que o Presidente da República, na qualidade de Comandante-em- -Chefe das FAA, solicitou à AN o envio de 20 militares para integrar a componente da Força em Estado de aAerta da SADC em Moçambique.

Na óptica do deputado, é necessário que os serviços de inteligência do país estejam atentos e capacitados para prever situações do género para tomar as medidas que se impõem.

Por outro lado, o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, disse que o seu partido está de acordo com o envio de apoio técnico militar para Moçambique, na perspectiva do fenómeno do terrorismo não se alastrar para os outros países membros da SADC.

Salientou que a situação politico-militar na República de Moçambique, em particular no Norte da província de Cabo Delgado, é crítica e apela à solidariedade de todos os povos de África, em particular os da região Austral.

"Portanto, o grupo parlamentar da UNITA expressa aqui a sua solidariedade ao povo de Moçambique e ao seu governo (...)", referiu.

De igual modo, Benedito Daniel, do PRS, disse que o seu partido também concorda com o envio desta força de alerta, no âmbito da SADC.

"Em primeiro lugar temos a obrigação de nos solidarizarmos com o povo moçambicano e o seu governo e, em segundo, o dever de cumprir com os compromissos assumidos com a SADC", observou.

Já o líder do grupo parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, expressou, também, solidariedade ao povo moçambicano e ao seu governo.

"Quero tranquilizar o povo angolano que não se trata de um contingente para ir na frente de combate, é apenas um grupo restrito de 20 elementos, que vai na condição de assessores para apoiar as forças do país irmão moçambicano", assinalou.

Por seu turno, o líder de bancada da FNLA, Lucas Ngonda, disse que o seu partido está, igualmente, de acordo com o envio dessa componente de Força em Estado de Alerta para Moçambique, "por estarmos inscritos no mesmo quadro regional".

Resultados da Cimeira de Junho

A SADC realizou, no dia 23 de Junho deste ano, na cidade de Maputo, a Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e do Governo, que analisou a situação de segurança em Moçambique, onde ocorrem actos terroristas perpetrados contra civis, mulheres e crianças inocentes, em alguns distritos da província de Cabo Delgado,

Em consequência, a Cimeira aprovou o envio de componentes da Força em Estado de Alerta da SADC, até 15 de Julho de 2021, com a finalidade de apoiar as forças de defesa de Moçambique (FADM) no combate à ameaça de terrorismo e aos actos de extremismo violento em Cabo Delgado.

Conhecidos localmente sob o nome de Al-Shabab ("os jovens", tradução em árabe), os insurgentes semeiam o terror desde 2017 naquela província fronteiriça com a Tanzânia, rica em gás natural.

Os ataques terroristas já causaram a fuga de 800 mil pessoas e a paralisação de um projecto de gás de 20 mil milhões de dólares, liderado pela Total, um gigante francês do petróleo.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral é uma organização inter-governamental. criada em 1992. dedicada à cooperação e integração socioeconómica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança, dos países da África Austral.