Angola defende venda de vacinas a países africanos

  • Presidente da República, João Lourenço, na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP
Luanda - O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu, esta sexta-feira, que se dê possibilidade a Angola e a outros países africanos de comprarem vacinas contra a Covid-19 com recursos próprios, considerando haver "imensas dificuldades" de acesso a esse mercado.

Segundo a agência Lusa, João Lourenço reconheceu que Angola e, de uma forma geral, o continente africano, têm beneficiado da solidariedade dos países com maior capacidade, sobretudo de produção e compra de vacinas, que têm, via iniciativa Covax, ou de forma bilateral, doado vacinas.

Porém, o Chefe de Estado angolano, que falava num debate virtual e gravado com o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito do Fórum Euro-África, entende que essa solidariedade deve ir mais além.

"A solidariedade manifestada até aqui tem se limitado à doação de vacinas, o que consideramos insuficiente. O que queremos dizer é que outra forma de manifestação da solidariedade será abrir aos nossos países a possibilidade, com os nossos recursos, adquirirmos as vacinas que necessitamos. Essa parte está a falhar", frisou.

Nós, vincou João Lourenço, estamos a ter imensas dificuldades de acesso ao mercado das vacinas.

Disse não esperar ajuda no sentido de criar, já, capacidade para a produção própria das vacinas, visto ser um processo que leva algum tempo, admitindo, por isso, que, a acontecer, "não será com certeza para esta pandemia, mas talvez para outras futuras".

"O que pretendemos é que nos seja aberta a possibilidade de nós próprios, paralelamente ao que temos recebido gratuitamente, adquirir com recursos nossos as vacinas que deviam estar disponíveis no mercado", defendeu.

O Presidente angolano garantiu que Angola está disponível para comprar vacinas contra a Covid-19, sublinhando que o país instalou uma grande capacidade de frio necessária para a conservação dos imunizantes.

"Instalamos a nível de todo o país uma capacidade boa de testagem, mas sobretudo uma boa capacidade de frio para a conservação das vacinas”, afirmou, assegurando que Angola pode conservar vacinas quer na modalidade de conservação, quer na de congelação ou mesmo de ultracongelação.

Elucidou que Angola tem uma capacidade de armazenagem de cerca de 70 milhões de doses de vacinas, concentrada sobretudo na cidade de Luanda, mas que podem facilmente ser colocadas em qualquer ponto do país.

“Portanto, em termos de logística, não estamos mal", concluiu o Presidente angolano, no debate com  o seu homólogo portugês, realizado em formato digital, que foi o ponto alto da 4.ª edição do Fórum Euro-África, decorrido desde quarta-feira até hoje, numa iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa.

O Conselho da Diáspora Portuguesa é uma rede mundial portuguesa fundada em 2012 e que tem como principal objectivo a valorização da marca, imagem e reputação de Portugal.

A agenda do fórum incluiu sete painéis: "Perspetivas sobre Economia para a Europa e África após o Acordo de Comércio Livre, "Trabalho Digital e Plataformas e Tecnologias Digitais, "A Revolução da ID Digital", "Abrir caminho para o Crescimento Verde e Transições Inclusivas", "Cultura e Mercado" e "Média e Digitalização".

Segundo a agência Lusa, João Lourenço reconheceu que Angola e, de uma forma geral, o continente africano, têm beneficiado da solidariedade dos países com maior capacidade, sobretudo de produção e compra de vacinas, que têm, via iniciativa Covax, ou de forma bilateral, doado vacinas.

Porém, o Chefe de Estado angolano, que falava num debate virtual e gravado com o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito do Fórum Euro-África, entende que essa solidariedade deve ir mais além.

"A solidariedade manifestada até aqui tem se limitado à doação de vacinas, o que consideramos insuficiente. O que queremos dizer é que outra forma de manifestação da solidariedade será abrir aos nossos países a possibilidade, com os nossos recursos, adquirirmos as vacinas que necessitamos. Essa parte está a falhar", frisou.

Nós, vincou João Lourenço, estamos a ter imensas dificuldades de acesso ao mercado das vacinas.

Disse não esperar ajuda no sentido de criar, já, capacidade para a produção própria das vacinas, visto ser um processo que leva algum tempo, admitindo, por isso, que, a acontecer, "não será com certeza para esta pandemia, mas talvez para outras futuras".

"O que pretendemos é que nos seja aberta a possibilidade de nós próprios, paralelamente ao que temos recebido gratuitamente, adquirir com recursos nossos as vacinas que deviam estar disponíveis no mercado", defendeu.

O Presidente angolano garantiu que Angola está disponível para comprar vacinas contra a Covid-19, sublinhando que o país instalou uma grande capacidade de frio necessária para a conservação dos imunizantes.

"Instalamos a nível de todo o país uma capacidade boa de testagem, mas sobretudo uma boa capacidade de frio para a conservação das vacinas”, afirmou, assegurando que Angola pode conservar vacinas quer na modalidade de conservação, quer na de congelação ou mesmo de ultracongelação.

Elucidou que Angola tem uma capacidade de armazenagem de cerca de 70 milhões de doses de vacinas, concentrada sobretudo na cidade de Luanda, mas que podem facilmente ser colocadas em qualquer ponto do país.

“Portanto, em termos de logística, não estamos mal", concluiu o Presidente angolano, no debate com  o seu homólogo portugês, realizado em formato digital, que foi o ponto alto da 4.ª edição do Fórum Euro-África, decorrido desde quarta-feira até hoje, numa iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa.

O Conselho da Diáspora Portuguesa é uma rede mundial portuguesa fundada em 2012 e que tem como principal objectivo a valorização da marca, imagem e reputação de Portugal.

A agenda do fórum incluiu sete painéis: "Perspetivas sobre Economia para a Europa e África após o Acordo de Comércio Livre, "Trabalho Digital e Plataformas e Tecnologias Digitais, "A Revolução da ID Digital", "Abrir caminho para o Crescimento Verde e Transições Inclusivas", "Cultura e Mercado" e "Média e Digitalização".