17 de Setembro – Dia do Fundador da Nação e do Herói nacional

  • Memorial Dr António Agostinho Neto
A 17 de Setembro de 2021, o país comemora o 99º aniversário do nascimento do Dr. António Agostinho Neto, escritor, político e primeiro Presidente da República de Angola, nascido a 17 de Setembro de 1922.

Como primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto fundou as bases pelas quais se constrói diariamente esta Nação.

Daí que, em sua homenagem e dos seus feitos em prol dos angolanos, a data do seu nascimento tenha sido consagrada como o Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, uma forma de manter presente os princípios, os ideais e os ensinamentos deste ilustre filho de Angola.

A vida de Agostinho Neto 

Filho de uma professora primária e um pastor de igreja protestante, Agostinho Neto nasceu no município de Icolo e Bengo, na província de Luanda.

Frequentou a escola primária e concluiu os estudos secundários, em um período no qual a política colonial limitava o acesso à educação aos nativos, principalmente nas zonas rurais.

Deixou Angola com destino a Portugal para estudar em Coimbra, transferindo-se, depois, para a Faculdade de Medicina de Lisboa.

Nessa época, participava de actividades sociais, políticas e culturais, tendo frequentado, por exemplo, a Casa dos Estudantes do Império (CEI), criada em 1944, durante a ditadura salazarista em Portugal (1933-1974), com o objectivo de apoiar e controlar estudantes das colónias.

No entanto, despertou-se nos jovens uma consciência crítica sobre o regime colonial, além da vontade de conhecer e valorizar as culturas dos povos colonizados.

Nesse contexto, em 1950, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro fundaram, clandestinamente, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da identidade africana.

O Centro acabou fechado por autoridades policiais um ano depois, na mesma época em que Agostinho Neto participava da fundação do Clube Marítimo Africano, canal de comunicação entre os patriotas angolanos que se encontravam em Portugal e os que, em Angola, preparavam os alicerces do movimento de libertação.

A mudança na orientação ideológica dos estudantes fez com que a CEI também fosse encerrada em 1965, pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), a polícia política portuguesa.

Libertação e independência de Angola

Nas décadas de 50 e 60, Agostinho Neto foi preso, por razões políticas, em várias ocasiões. Em sua defesa, manifestaram-se intelectuais como Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, além de historiadores e artistas.

Em 1958, formou-se em medicina pela Universidade de Lisboa, no mesmo dia em que se casou com Maria Eugénia Neto. Naquele ano, participou da fundação do Movimento Anti-colonialista (MAC), que reunia patriotas das colónias portuguesas – Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique – para uma acção revolucionária conjunta.

Em 1961, Agostinho Neto foi eleito presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, criado em 1956). No mesmo ano, teve início a guerra pela independência de Angola, que se estendeu até 1974, quando o regime português reconheceu o direito das colónias à independência e o MPLA assinou o cessar-fogo.

Para Agostinho Neto, a liberdade viria, também, por meio da educação, uma das principais bandeiras levantadas por ele.

O combate ao analfabetismo, que atingia altos índices em Angola, foi prioridade em seu governo. Em 22 de Novembro de 1976, declarou aberta a Campanha Nacional de Alfabetização, data que ficou marcada na história do país como o Dia Nacional do Educador.

“Vamos, assim, eliminar um dos elementos herdados do colonialismo, que é um factor de atraso para o nosso povo, que é o obscurantismo, a ignorância, a falta de conhecimentos literários. [...] O índice de cidadãos educados de um país indica o nível do seu desenvolvimento. Quanto mais pessoas analfabetas, menos desenvolvimento”, disse Agostinho Neto, durante a abertura da campanha.

Líder, político, médico e poeta, foi, ainda, membro-fundador da União dos Escritores Angolanos (1975) e o primeiro reitor da Universidade de Angola, que, em 1979, passou a chamar-se Universidade Agostinho Neto.

Também presidiu à Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos até à data do seu falecimento, 10 de Setembro de 1979.

António Agostinho Neto, morreu em Moscovo, Rússia, a 10 de Setembro de 1979, por doença.  

 

Como primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto fundou as bases pelas quais se constrói diariamente esta Nação.

Daí que, em sua homenagem e dos seus feitos em prol dos angolanos, a data do seu nascimento tenha sido consagrada como o Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, uma forma de manter presente os princípios, os ideais e os ensinamentos deste ilustre filho de Angola.

A vida de Agostinho Neto 

Filho de uma professora primária e um pastor de igreja protestante, Agostinho Neto nasceu no município de Icolo e Bengo, na província de Luanda.

Frequentou a escola primária e concluiu os estudos secundários, em um período no qual a política colonial limitava o acesso à educação aos nativos, principalmente nas zonas rurais.

Deixou Angola com destino a Portugal para estudar em Coimbra, transferindo-se, depois, para a Faculdade de Medicina de Lisboa.

Nessa época, participava de actividades sociais, políticas e culturais, tendo frequentado, por exemplo, a Casa dos Estudantes do Império (CEI), criada em 1944, durante a ditadura salazarista em Portugal (1933-1974), com o objectivo de apoiar e controlar estudantes das colónias.

No entanto, despertou-se nos jovens uma consciência crítica sobre o regime colonial, além da vontade de conhecer e valorizar as culturas dos povos colonizados.

Nesse contexto, em 1950, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro fundaram, clandestinamente, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da identidade africana.

O Centro acabou fechado por autoridades policiais um ano depois, na mesma época em que Agostinho Neto participava da fundação do Clube Marítimo Africano, canal de comunicação entre os patriotas angolanos que se encontravam em Portugal e os que, em Angola, preparavam os alicerces do movimento de libertação.

A mudança na orientação ideológica dos estudantes fez com que a CEI também fosse encerrada em 1965, pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), a polícia política portuguesa.

Libertação e independência de Angola

Nas décadas de 50 e 60, Agostinho Neto foi preso, por razões políticas, em várias ocasiões. Em sua defesa, manifestaram-se intelectuais como Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, além de historiadores e artistas.

Em 1958, formou-se em medicina pela Universidade de Lisboa, no mesmo dia em que se casou com Maria Eugénia Neto. Naquele ano, participou da fundação do Movimento Anti-colonialista (MAC), que reunia patriotas das colónias portuguesas – Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique – para uma acção revolucionária conjunta.

Em 1961, Agostinho Neto foi eleito presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, criado em 1956). No mesmo ano, teve início a guerra pela independência de Angola, que se estendeu até 1974, quando o regime português reconheceu o direito das colónias à independência e o MPLA assinou o cessar-fogo.

Para Agostinho Neto, a liberdade viria, também, por meio da educação, uma das principais bandeiras levantadas por ele.

O combate ao analfabetismo, que atingia altos índices em Angola, foi prioridade em seu governo. Em 22 de Novembro de 1976, declarou aberta a Campanha Nacional de Alfabetização, data que ficou marcada na história do país como o Dia Nacional do Educador.

“Vamos, assim, eliminar um dos elementos herdados do colonialismo, que é um factor de atraso para o nosso povo, que é o obscurantismo, a ignorância, a falta de conhecimentos literários. [...] O índice de cidadãos educados de um país indica o nível do seu desenvolvimento. Quanto mais pessoas analfabetas, menos desenvolvimento”, disse Agostinho Neto, durante a abertura da campanha.

Líder, político, médico e poeta, foi, ainda, membro-fundador da União dos Escritores Angolanos (1975) e o primeiro reitor da Universidade de Angola, que, em 1979, passou a chamar-se Universidade Agostinho Neto.

Também presidiu à Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos até à data do seu falecimento, 10 de Setembro de 1979.

António Agostinho Neto, morreu em Moscovo, Rússia, a 10 de Setembro de 1979, por doença.