PSOE reúne-se em congresso unido em torno de Pedro Sánchez

Madrid - O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) inicia hoje o seu 40.º Congresso, unido à volta do secretário-geral e primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ao contrário do que aconteceu na última reunião magna, que em 2017 decorreu em plena crise interna, noticiou a Lusa.

A pacificação do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é confirmada pela presença do líder histórico Felipe González, que apoiou nas primárias à liderança da formação antes do congresso anterior a candidata Susana Díaz, que concorreu contra Sánchez.

A presença de González também é significativa depois de ter criticado várias decisões tomadas pelo Governo de Pedro Sánchez, como os indultos concedidos aos líderes independentistas catalães, e de não ter participado no congresso anterior, tendo justificado a sua ausência com uma viagem à Colômbia.


Na altura, o PSOE atravessava uma forte crise interna em resultado da divisão causada pela recusa de Sánchez e de outros deputados socialistas em apoiar a investidura do anterior primeiro-ministro, Mariano Rajoy (direita), contra a maioria do seu grupo parlamentar, que optou pela abstenção.


O PSOE realiza assim o seu 40.º Congresso, entre hoje e domingo em Valência (leste), num momento de calma interna e com a liderança consolidada de Pedro Sánchez, que foi recentemente proclamado secretário-geral do partido sem necessidade de voto, uma vez que não teve rival no processo de primárias.


Além disso, Sánchez é primeiro-ministro do Governo de coligação entre o PSOE e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), que apesar das tensões internas acaba de chegar a acordo sobre o projecto de orçamento geral do Estado para 2022.


As atividades do Congresso começam na tarde de hoje, nomeadamente com a intervenção da única convidada internacional de peso confirmada, a presidente da câmara municipal de Paris e candidata à presidência francesa, Anne Hidalgo, que irá participar numa palestra sobre a transição ecológica.


A reunião magna dos socialistas espanhóis será inaugurada oficialmente na manhã de sábado, estando previsto nesse dia a presença dos antigos primeiros-ministros Felipe González e José Luis Rodríguez Zapatero, bem como do antigo secretário-geral do partido e antigo vice-presidente da Comissão Europeia Joaquín Almunia.


Zapatero vai defender a abolição da prostituição, enquanto Almunia debaterá a Europa, não tendo sido avançado o tema do discurso de González.
O Congresso, que terá o lema "Avançamos", prestará homenagem ao antigo secretário-geral do partido e vice-presidente do Governo Alfredo Pérez Rubalcaba, que morreu em 2019.


Não se esperam surpresas para além da composição do Comité Executivo Federal, que será previsivelmente mais pequeno do que o atual e incorporará novos rostos, em linha com a remodelação governamental de Julho passado.


A descentralização de algumas organizações para outras cidades do país, o modelo do Estado, a investigação ao rei emérito, Juan Carlos, a semana de trabalho de quatro dias e as "portas giratórias" são questões que serão debatidas no 40.º Congresso do PSOE, que termina no domingo com uma intervenção de Pedro Sánchez.

 

A pacificação do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é confirmada pela presença do líder histórico Felipe González, que apoiou nas primárias à liderança da formação antes do congresso anterior a candidata Susana Díaz, que concorreu contra Sánchez.

A presença de González também é significativa depois de ter criticado várias decisões tomadas pelo Governo de Pedro Sánchez, como os indultos concedidos aos líderes independentistas catalães, e de não ter participado no congresso anterior, tendo justificado a sua ausência com uma viagem à Colômbia.


Na altura, o PSOE atravessava uma forte crise interna em resultado da divisão causada pela recusa de Sánchez e de outros deputados socialistas em apoiar a investidura do anterior primeiro-ministro, Mariano Rajoy (direita), contra a maioria do seu grupo parlamentar, que optou pela abstenção.


O PSOE realiza assim o seu 40.º Congresso, entre hoje e domingo em Valência (leste), num momento de calma interna e com a liderança consolidada de Pedro Sánchez, que foi recentemente proclamado secretário-geral do partido sem necessidade de voto, uma vez que não teve rival no processo de primárias.


Além disso, Sánchez é primeiro-ministro do Governo de coligação entre o PSOE e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), que apesar das tensões internas acaba de chegar a acordo sobre o projecto de orçamento geral do Estado para 2022.


As atividades do Congresso começam na tarde de hoje, nomeadamente com a intervenção da única convidada internacional de peso confirmada, a presidente da câmara municipal de Paris e candidata à presidência francesa, Anne Hidalgo, que irá participar numa palestra sobre a transição ecológica.


A reunião magna dos socialistas espanhóis será inaugurada oficialmente na manhã de sábado, estando previsto nesse dia a presença dos antigos primeiros-ministros Felipe González e José Luis Rodríguez Zapatero, bem como do antigo secretário-geral do partido e antigo vice-presidente da Comissão Europeia Joaquín Almunia.


Zapatero vai defender a abolição da prostituição, enquanto Almunia debaterá a Europa, não tendo sido avançado o tema do discurso de González.
O Congresso, que terá o lema "Avançamos", prestará homenagem ao antigo secretário-geral do partido e vice-presidente do Governo Alfredo Pérez Rubalcaba, que morreu em 2019.


Não se esperam surpresas para além da composição do Comité Executivo Federal, que será previsivelmente mais pequeno do que o atual e incorporará novos rostos, em linha com a remodelação governamental de Julho passado.


A descentralização de algumas organizações para outras cidades do país, o modelo do Estado, a investigação ao rei emérito, Juan Carlos, a semana de trabalho de quatro dias e as "portas giratórias" são questões que serão debatidas no 40.º Congresso do PSOE, que termina no domingo com uma intervenção de Pedro Sánchez.