OMS alerta para o colapso dos sistemas de saúde do Líbano e Afeganistão

Genebra - O director geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta quinta-feira, 23, o mundo para o colapso dos sistemas de saúde no Líbano e Afeganistão, países que acabou de visitar e dos quais fugiram médicos e enfermeiros.

O Líbano, que tem uma população de 6,8 milhões de habitantes (cerca de 900 mil dos quais são refugiados), viu cerca de mil e 500 enfermeiros sair do país durante o último ano de crise, o que representa entre 15% a 17% dos que estavam registados no sector, além de cerca de 2.000 médicos, ou seja, cerca de 40% do total.

No Afeganistão, o sistema de saúde está lentamente a entrar em colapso, o que se reflecte num rápido aumento de casos de sarampo e má nutrição em toda a população infantil, alertou Tedros Ghebreyesus.

As crises nos dois países têm origem muito distintas, mas a sua gravidade é comparável, com a fuga de trabalhadores da área de saúde e uma grande falta de mantimentos médicos para cuidar dos pacientes, segundo comprovou esta semana o líder da OMS numa missão aos dois países.

A grave situação política e económica que o Líbano atravessa foi exacerbada há um ano pela explosão no porto de Beirute, que aprofundou a crise económica ao destruir uma infra - estrutura vital para a actividade comercial do país, e a pandemia foi o golpe final, lembrou.

Os hospitais "carecem de equipamento, de combustível e de electricidade", vincou Tedros Ghebreyesus.

No Afeganistão, o director-geral da OMS encontrou-se com responsáveis do Governo talibã, incluindo o primeiro-ministro.

"Manter um diálogo com os líderes talibãs é essencial se queremos apoiar o povo do Afeganistão", explicou em conferência de imprensa, no regresso a Genebra.

Além do sarampo e da má nutrição, a OMS considera que o "ressurgimento da poliomielite é o maior risco" naquele país, ao mesmo tempo que revelou que há 2,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 no Afeganistão que não podem ser utilizadas devido à situação calamitosa do sistema de saúde.

 

 

O Líbano, que tem uma população de 6,8 milhões de habitantes (cerca de 900 mil dos quais são refugiados), viu cerca de mil e 500 enfermeiros sair do país durante o último ano de crise, o que representa entre 15% a 17% dos que estavam registados no sector, além de cerca de 2.000 médicos, ou seja, cerca de 40% do total.

No Afeganistão, o sistema de saúde está lentamente a entrar em colapso, o que se reflecte num rápido aumento de casos de sarampo e má nutrição em toda a população infantil, alertou Tedros Ghebreyesus.

As crises nos dois países têm origem muito distintas, mas a sua gravidade é comparável, com a fuga de trabalhadores da área de saúde e uma grande falta de mantimentos médicos para cuidar dos pacientes, segundo comprovou esta semana o líder da OMS numa missão aos dois países.

A grave situação política e económica que o Líbano atravessa foi exacerbada há um ano pela explosão no porto de Beirute, que aprofundou a crise económica ao destruir uma infra - estrutura vital para a actividade comercial do país, e a pandemia foi o golpe final, lembrou.

Os hospitais "carecem de equipamento, de combustível e de electricidade", vincou Tedros Ghebreyesus.

No Afeganistão, o director-geral da OMS encontrou-se com responsáveis do Governo talibã, incluindo o primeiro-ministro.

"Manter um diálogo com os líderes talibãs é essencial se queremos apoiar o povo do Afeganistão", explicou em conferência de imprensa, no regresso a Genebra.

Além do sarampo e da má nutrição, a OMS considera que o "ressurgimento da poliomielite é o maior risco" naquele país, ao mesmo tempo que revelou que há 2,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 no Afeganistão que não podem ser utilizadas devido à situação calamitosa do sistema de saúde.