Myanmar: ONU alerta para risco de uma escalada da guerra civil

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Nova Iorque - A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou hoje (quinta-feira) sobre o risco de uma escalada da guerra civil em Myanmar, onde a oposição ao regime militar pediu à população para pegar em armas.

"Diante da repressão massiva dos direitos fundamentais, um movimento de resistência armada está a crescer", disse Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

A alta comissária sublinhou que, recentemente, Duwa Lashi, presidente em exercício do Governo de unidade nacional formado por ex-deputados em fuga contra o golpe militar em Myanmar (ex-Birmânia), "convocou um protesto armado contra os militares em todo o país".

Referindo a multiplicação dos confrontos armados entre opositores e militares, que assumiram o poder em 01 de Fevereiro, Bachelet disse acreditar que "essas tendências preocupantes sugerem que uma guerra civil mais extensa é possível".

"Peço, mais uma vez, a todos os atores armados que respeitem os direitos humanos e garantam que os civis e a infra - estrutura civil sejam protegidos", acrescentou.

"Deve cessar imediatamente o uso de ataques aéreos e de artilharia em áreas residenciais e qualquer outra forma de operação militar que esvazie centros de saúde, locais de culto, escolas ou outras estruturas protegidas", exigiu a ex-Presidente do Chile.

De acordo com Bachelet, "1.100 pessoas foram mortas pelas forças de segurança desde o golpe" militar de 01 de Fevereiro em Myanmar.

A alta comissária estimou que cerca de 8.000 pessoas - incluindo crianças - foram detidas desde 01 de Fevereiro, das quais 4.700 permanecem detidas.

"A maioria está detida sem qualquer tipo de procedimento legal e sem acesso a aconselhamento ou mesmo a possibilidade de se comunicar com seus familiares", disse Bachelet.

A alta comissária da ONU também alegou ter informações confiáveis sobre os maus-tratos e tortura sofridos durante o interrogatório e que "120 pessoas morreram 24 horas após a sua detenção".

Argumentando sobre fraude nas eleições legislativas de Novembro de 2020, o exército birmanês derrubou em 01 de Fevereiro o Governo civil de Aung San Suu Kyi, cujo partido havia vencido essas eleições, pondo fim a um pequeno período democrático de 10 anos no país.

Os generais realizam uma repressão sangrenta contra os adversários.

 

"Diante da repressão massiva dos direitos fundamentais, um movimento de resistência armada está a crescer", disse Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

A alta comissária sublinhou que, recentemente, Duwa Lashi, presidente em exercício do Governo de unidade nacional formado por ex-deputados em fuga contra o golpe militar em Myanmar (ex-Birmânia), "convocou um protesto armado contra os militares em todo o país".

Referindo a multiplicação dos confrontos armados entre opositores e militares, que assumiram o poder em 01 de Fevereiro, Bachelet disse acreditar que "essas tendências preocupantes sugerem que uma guerra civil mais extensa é possível".

"Peço, mais uma vez, a todos os atores armados que respeitem os direitos humanos e garantam que os civis e a infra - estrutura civil sejam protegidos", acrescentou.

"Deve cessar imediatamente o uso de ataques aéreos e de artilharia em áreas residenciais e qualquer outra forma de operação militar que esvazie centros de saúde, locais de culto, escolas ou outras estruturas protegidas", exigiu a ex-Presidente do Chile.

De acordo com Bachelet, "1.100 pessoas foram mortas pelas forças de segurança desde o golpe" militar de 01 de Fevereiro em Myanmar.

A alta comissária estimou que cerca de 8.000 pessoas - incluindo crianças - foram detidas desde 01 de Fevereiro, das quais 4.700 permanecem detidas.

"A maioria está detida sem qualquer tipo de procedimento legal e sem acesso a aconselhamento ou mesmo a possibilidade de se comunicar com seus familiares", disse Bachelet.

A alta comissária da ONU também alegou ter informações confiáveis sobre os maus-tratos e tortura sofridos durante o interrogatório e que "120 pessoas morreram 24 horas após a sua detenção".

Argumentando sobre fraude nas eleições legislativas de Novembro de 2020, o exército birmanês derrubou em 01 de Fevereiro o Governo civil de Aung San Suu Kyi, cujo partido havia vencido essas eleições, pondo fim a um pequeno período democrático de 10 anos no país.

Os generais realizam uma repressão sangrenta contra os adversários.