Iémen: Comunidade internacional promete mais 513 milhões para crise

Nova Iorque - A comunidade internacional prometeu quarta-feira cerca de 513 milhões de euros adicionais para enfrentar a crise humanitária no Iémen, depois de a ONU alertar que os fornecimentos de ajuda podiam sofrer cortes por falta de fundos.

Numa reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, os doadores anunciaram novas contribuições, lideradas pelos Estados Unidos, que prometeu mais 248 milhões de euros, e a União Europeia, com mais 119 milhões de euros, elevando o total prometido para este ano a 209 milhões de euros.

"Queremos assegurar que a assistência vital chegue aos iemenitas, refugiados e deslocados que dela necessitam", disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, um dos muitos responsáveis que participaram na reunião virtual.

Segundo a ONU, o Iémen é cenário da pior crise humanitária do mundo, mas o plano de resposta impulsionado pela ONU para este ano recebeu pouco mais de metade dos quase 3,4 mil milhões de euros necessários.

"Não estamos nem perto dos níveis de financiamento de 2019, quando o nosso apelo recebeu três mil milhões, quase 90% do que necessitávamos", disse o responsável pela assistência humanitária da ONU Martin Griffiths, alertando para a existência de défices financeiros muito significativos em alguns sectores, como a saúde.

Sem um financiamento adicional, alertou no início da reunião de hoje, "estas e outras formas de apoio vital, incluindo a assistência alimentar, terão de ser reduzidas nas próximas semanas e meses".

O director executivo do Programa Alimentar Mundial, David Beasley, disse que até três milhões de pessoas poderiam ver as suas rações alimentares cortadas em Outubro se não houvesse apoio monetário adicional, algo que já aconteceu temporariamente no início deste ano.

Num comunicado a organização não governamental internacional Oxfam, que actua na luta contra a pobreza, desigualdade e injustiça, saudou o compromisso internacional, mas advertiu que ainda é necessário mais dinheiro para assegurar ajuda aos iemenitas.

O conflito armado do Iémen começou em 2014, depois que os rebeldes houthi, apoiados pelo Irão, pegarem em armas contra o governo internacionalmente reconhecido do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, e tomaram a capital, Saná.

A guerra recrudesceu com a intervenção militar da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, em apoio a Abdo Hadi.

Numa reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, os doadores anunciaram novas contribuições, lideradas pelos Estados Unidos, que prometeu mais 248 milhões de euros, e a União Europeia, com mais 119 milhões de euros, elevando o total prometido para este ano a 209 milhões de euros.

"Queremos assegurar que a assistência vital chegue aos iemenitas, refugiados e deslocados que dela necessitam", disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, um dos muitos responsáveis que participaram na reunião virtual.

Segundo a ONU, o Iémen é cenário da pior crise humanitária do mundo, mas o plano de resposta impulsionado pela ONU para este ano recebeu pouco mais de metade dos quase 3,4 mil milhões de euros necessários.

"Não estamos nem perto dos níveis de financiamento de 2019, quando o nosso apelo recebeu três mil milhões, quase 90% do que necessitávamos", disse o responsável pela assistência humanitária da ONU Martin Griffiths, alertando para a existência de défices financeiros muito significativos em alguns sectores, como a saúde.

Sem um financiamento adicional, alertou no início da reunião de hoje, "estas e outras formas de apoio vital, incluindo a assistência alimentar, terão de ser reduzidas nas próximas semanas e meses".

O director executivo do Programa Alimentar Mundial, David Beasley, disse que até três milhões de pessoas poderiam ver as suas rações alimentares cortadas em Outubro se não houvesse apoio monetário adicional, algo que já aconteceu temporariamente no início deste ano.

Num comunicado a organização não governamental internacional Oxfam, que actua na luta contra a pobreza, desigualdade e injustiça, saudou o compromisso internacional, mas advertiu que ainda é necessário mais dinheiro para assegurar ajuda aos iemenitas.

O conflito armado do Iémen começou em 2014, depois que os rebeldes houthi, apoiados pelo Irão, pegarem em armas contra o governo internacionalmente reconhecido do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, e tomaram a capital, Saná.

A guerra recrudesceu com a intervenção militar da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, em apoio a Abdo Hadi.