EUA: PR repudia "atrozes" alterações a leis eleitorais na Georgia

  • Presidente dos EUA, Joe Biden
Washington - O presidente norte-americano, Joe Biden, repudiou hoje um conjunto de alterações às leis eleitorais no Estado da Georgia, aprovadas pelo Governador republicano Brian Kemp, que considerou "uma atrocidade" por restringirem o direito ao voto.

"Aprovaram uma lei dizendo que não se pode dar água às pessoas que estão numa fila à espera para votar. Não é preciso saber mais nada para concluir que isto é apenas punitivo, pensado para impedir as pessoas de votar", disse Biden.

"É uma atrocidade", adiantou o presidente norte-americano em declarações aos jornalistas, horas depois de o governador estadual Brian Kemp promulgar a lei que introduz restrições ao voto por correspondência e reforça o controlo sobre a gestão da votação.

Aprovadas na sequência de uma vitória no Estado, que historicamente pende para o partido republicano, do presidente Joe Biden nas últimas eleições presidenciais e de dois democratas em duas eleições à segunda volta para lugares no Senado, as alterações são interpretadas por este partido como visando diminuir a participação eleitoral de minorias étnicas.

Num comunicado, o presidente norte-americano afirmou que medidas como a redução do horário de votação ou restrições ao voto por correspondência significam na prática retirar o direito de voto a muitos cidadãos e apelou ao Congresso para responder fortalecendo estes direitos.

"Isto tem de acabar. Temos uma responsabilidade moral e constitucional de agir. Isto é (a lei) Jim Crow no século XXI", afirmou Biden, referindo-se à legislação sobre segregação racial nos Estados do sul, que se manteve até meados do século XX.

"Aprovaram uma lei dizendo que não se pode dar água às pessoas que estão numa fila à espera para votar. Não é preciso saber mais nada para concluir que isto é apenas punitivo, pensado para impedir as pessoas de votar", disse Biden.

"É uma atrocidade", adiantou o presidente norte-americano em declarações aos jornalistas, horas depois de o governador estadual Brian Kemp promulgar a lei que introduz restrições ao voto por correspondência e reforça o controlo sobre a gestão da votação.

Aprovadas na sequência de uma vitória no Estado, que historicamente pende para o partido republicano, do presidente Joe Biden nas últimas eleições presidenciais e de dois democratas em duas eleições à segunda volta para lugares no Senado, as alterações são interpretadas por este partido como visando diminuir a participação eleitoral de minorias étnicas.

Num comunicado, o presidente norte-americano afirmou que medidas como a redução do horário de votação ou restrições ao voto por correspondência significam na prática retirar o direito de voto a muitos cidadãos e apelou ao Congresso para responder fortalecendo estes direitos.

"Isto tem de acabar. Temos uma responsabilidade moral e constitucional de agir. Isto é (a lei) Jim Crow no século XXI", afirmou Biden, referindo-se à legislação sobre segregação racial nos Estados do sul, que se manteve até meados do século XX.