Bruxelas propõe carregador universal apto para todos os equipamentos

  • Bandeira da União Europeia
Bruxelas - A Comissão Europeia quer introduzir um carregador universal na União Europeia (UE), assente no tipo USB-C e apto para todos equipamentos electrónicos, após 12 anos de compromissos voluntários do sector tecnológico, que permitiram uma redução para três modelos.

"Hoje, a Comissão dá um passo importante contra o lixo electrónico e os inconvenientes para os consumidores, causados pela prevalência de carregadores diferentes e incompatíveis para dispositivos electrónicos", anuncia o executivo comunitário numa informação hoje divulgada e à qual a agência Lusa teve acesso.

Assinalando que "anos de trabalho com a indústria, numa abordagem voluntária, já fizeram baixar o número de carregadores de telemóveis de 30 para três na última década", Bruxelas admite que ainda não se chegou a uma "solução completa" na União Europeia (UE), razão pela qual está agora a "apresentar legislação para estabelecer uma solução de carregamento comum para todos os dispositivos relevantes".

Em causa está, então, uma revisão da directiva comunitária RED (Radio Equipment Directive), que tem por objetivo assegurar que os equipamentos eletrónicos que utilizam radiofrequências no mercado europeu cumprem requisitos de proteção da saúde e de segurança.

"Com a proposta de hoje para uma directiva revista [...], o suporte de carregamento e a tecnologia de carregamento rápido serão harmonizados: USB-C tornar-se-á a porta padrão para todos os `smartphones`, `tablets`, câmaras fotográficas, auscultadores, altifalantes portáteis e consolas de videojogos portáteis", precisa o executivo comunitário.

A instituição propõe também separar a venda de carregadores da venda de dispositivos electrónicos, por entender que isso "irá melhorar a comodidade dos consumidores e reduzir a pegada ambiental associada à produção e eliminação dos carregadores, apoiando assim as transições verdes e digitais".

A ideia de introdução de carregador comum para reduzir a produção de resíduos electrónicos já foi por diversas vezes defendida na UE, nomeadamente pelo Parlamento Europeu, mas tem merecido a oposição de empresas tecnológicas como a Apple, que têm os seus próprios equipamentos.

Em concreto, a questão de criação de carregador universal está a ser falada desde 2009, quando existiam cerca de 30 modelos no mercado europeu e foi assinado um acordo voluntário entre as principais fabricantes de telemóveis na Europa para o harmonizar.

Isto permitiu reduzir o número de modelos e, actualmente, existem três principais tipos de carregadores no mercado europeu: USB 2.0 Micro B, USB-C e o sistema Lightning, utilizado exclusivamente por dispositivos Apple.

Porém, o acordo entre a indústria expirou em 2014 e, desde então, o Parlamento Europeu tem levantado a sua voz exortando à Comissão Europeia que adopte regras vinculativas para desenvolver um único carregador.

Em Janeiro de 2020, a assembleia europeia adoptou uma resolução a exigir um carregador universal na UE em prol dos direitos do consumidor e do ambiente, após vários anos a solicitar a criação de tal equipamento.

A proposta de hoje para uma revisão da lei terá agora de ser adoptada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, havendo depois um período de transição de 24 meses a partir da data de adopção para permitir à indústria adaptar-se antes da entrada em vigor.

Dados de Bruxelas revelam que os consumidores europeus gastam perto de 2,4 mil milhões de euros por ano em carregadores 

"Hoje, a Comissão dá um passo importante contra o lixo electrónico e os inconvenientes para os consumidores, causados pela prevalência de carregadores diferentes e incompatíveis para dispositivos electrónicos", anuncia o executivo comunitário numa informação hoje divulgada e à qual a agência Lusa teve acesso.

Assinalando que "anos de trabalho com a indústria, numa abordagem voluntária, já fizeram baixar o número de carregadores de telemóveis de 30 para três na última década", Bruxelas admite que ainda não se chegou a uma "solução completa" na União Europeia (UE), razão pela qual está agora a "apresentar legislação para estabelecer uma solução de carregamento comum para todos os dispositivos relevantes".

Em causa está, então, uma revisão da directiva comunitária RED (Radio Equipment Directive), que tem por objetivo assegurar que os equipamentos eletrónicos que utilizam radiofrequências no mercado europeu cumprem requisitos de proteção da saúde e de segurança.

"Com a proposta de hoje para uma directiva revista [...], o suporte de carregamento e a tecnologia de carregamento rápido serão harmonizados: USB-C tornar-se-á a porta padrão para todos os `smartphones`, `tablets`, câmaras fotográficas, auscultadores, altifalantes portáteis e consolas de videojogos portáteis", precisa o executivo comunitário.

A instituição propõe também separar a venda de carregadores da venda de dispositivos electrónicos, por entender que isso "irá melhorar a comodidade dos consumidores e reduzir a pegada ambiental associada à produção e eliminação dos carregadores, apoiando assim as transições verdes e digitais".

A ideia de introdução de carregador comum para reduzir a produção de resíduos electrónicos já foi por diversas vezes defendida na UE, nomeadamente pelo Parlamento Europeu, mas tem merecido a oposição de empresas tecnológicas como a Apple, que têm os seus próprios equipamentos.

Em concreto, a questão de criação de carregador universal está a ser falada desde 2009, quando existiam cerca de 30 modelos no mercado europeu e foi assinado um acordo voluntário entre as principais fabricantes de telemóveis na Europa para o harmonizar.

Isto permitiu reduzir o número de modelos e, actualmente, existem três principais tipos de carregadores no mercado europeu: USB 2.0 Micro B, USB-C e o sistema Lightning, utilizado exclusivamente por dispositivos Apple.

Porém, o acordo entre a indústria expirou em 2014 e, desde então, o Parlamento Europeu tem levantado a sua voz exortando à Comissão Europeia que adopte regras vinculativas para desenvolver um único carregador.

Em Janeiro de 2020, a assembleia europeia adoptou uma resolução a exigir um carregador universal na UE em prol dos direitos do consumidor e do ambiente, após vários anos a solicitar a criação de tal equipamento.

A proposta de hoje para uma revisão da lei terá agora de ser adoptada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, havendo depois um período de transição de 24 meses a partir da data de adopção para permitir à indústria adaptar-se antes da entrada em vigor.

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