Reino do Huambo clama por requalificação

  • Vila de Ombala - yo-Mungo
Huambo – A ombala do reino do Huambo, um dos cinco existentes nesta região do Planalto Central de Angola, clama por obras de requalificação, com vista a melhorar a sua imagem e garantir maior dignidade aos soberanos e utentes.

A preocupação foi apresentada, esta segunda-feira, pelo soberano desta ombala, Artur Moço, durante a festa dos bons ventos, em alusão aos 109 anos de existência da cidade do Huambo, que se assinalam nesta terça-feira (21).

Conforme o responsável, desde a sua fundação, no século XVII, o reino está desprovido de infra-estruturas que possam garantir o seu bom funcionamento e com maior dignidade.

Por isso, fez saber que o local tradicional, com um passado histórico relevante na preservação da cultura da região e na luta contra o colonialismo português, necessita de um Palácio para o Rei, 40 residências para  igual número de membros da corte e outras infra-estruturas sociais indispensáveis para o seu pleno funcionamento.

O soberano apontou, igualmente, a falta de meios de transporte como outra dificuldade da ombala, localizada na periferia da cidade do Huambo, cujas vias de acesso carecem de obras de reabilitação.

Todavia, o responsável disse esperar que estes problemas sejam resolvidos pelas estruturas governamentais, por se tratar de uma situação que tem colocado o reino numa posição inferior em relação aos demais existentes na província do Huambo.

Festas dos bons ventos

A festa dos bons ventos, que se realiza todos os anos, é uma actividade que serve de oportunidade para o poder tradicional efectuar o balanço das coisas benéficas e ruins que aconteceram durante o ano findo e perspectivar boas acções para os próximos tempos, sobretudo em termos de chuva, através da invocação dos espíritos dos antepassados.

Testemunharam a cerimónia, marcada com momentos culturais e tradicionais, o administrador do município do Huambo, Fernando Ferreira Vicente, acompanhado pelo director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto nesta província, Jeremias Piedade.

O reino do Huambo foi fundado no século XVII, isto é, em 1650, pelo rei Wambu Kalunga.

O então místico caçador que migrava das terras da Cela, no Cuanza Sul, com seu clã, incluindo os filhos, Ciniamba e Catutu, para além de um clã aliado liderado por seu primo Sunguandumbu, se instalou num local de impressionantes formações monolíticas, concretamente na pedra Caué, isso no município da Caála.

Antes de Artur Moço, com nome de reinado “Mbeu Calondi kotchissingui omanu vokapa ko”, já passaram na ombala, localizada na zona de Kalicoque, a 12 quilómetros da cidade do Huambo, 35 soberanos.

Além do Reino do Huambo, esta província conta ainda com os reinos do Bailundo, Chingolo, Chiyaka e Sambo.

A preocupação foi apresentada, esta segunda-feira, pelo soberano desta ombala, Artur Moço, durante a festa dos bons ventos, em alusão aos 109 anos de existência da cidade do Huambo, que se assinalam nesta terça-feira (21).

Conforme o responsável, desde a sua fundação, no século XVII, o reino está desprovido de infra-estruturas que possam garantir o seu bom funcionamento e com maior dignidade.

Por isso, fez saber que o local tradicional, com um passado histórico relevante na preservação da cultura da região e na luta contra o colonialismo português, necessita de um Palácio para o Rei, 40 residências para  igual número de membros da corte e outras infra-estruturas sociais indispensáveis para o seu pleno funcionamento.

O soberano apontou, igualmente, a falta de meios de transporte como outra dificuldade da ombala, localizada na periferia da cidade do Huambo, cujas vias de acesso carecem de obras de reabilitação.

Todavia, o responsável disse esperar que estes problemas sejam resolvidos pelas estruturas governamentais, por se tratar de uma situação que tem colocado o reino numa posição inferior em relação aos demais existentes na província do Huambo.

Festas dos bons ventos

A festa dos bons ventos, que se realiza todos os anos, é uma actividade que serve de oportunidade para o poder tradicional efectuar o balanço das coisas benéficas e ruins que aconteceram durante o ano findo e perspectivar boas acções para os próximos tempos, sobretudo em termos de chuva, através da invocação dos espíritos dos antepassados.

Testemunharam a cerimónia, marcada com momentos culturais e tradicionais, o administrador do município do Huambo, Fernando Ferreira Vicente, acompanhado pelo director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto nesta província, Jeremias Piedade.

O reino do Huambo foi fundado no século XVII, isto é, em 1650, pelo rei Wambu Kalunga.

O então místico caçador que migrava das terras da Cela, no Cuanza Sul, com seu clã, incluindo os filhos, Ciniamba e Catutu, para além de um clã aliado liderado por seu primo Sunguandumbu, se instalou num local de impressionantes formações monolíticas, concretamente na pedra Caué, isso no município da Caála.

Antes de Artur Moço, com nome de reinado “Mbeu Calondi kotchissingui omanu vokapa ko”, já passaram na ombala, localizada na zona de Kalicoque, a 12 quilómetros da cidade do Huambo, 35 soberanos.

Além do Reino do Huambo, esta província conta ainda com os reinos do Bailundo, Chingolo, Chiyaka e Sambo.