IDF – Huambo com défice de fiscais há 29 anos

  • Perímetro florestal do IDF - Huambo
Huambo - O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na província do Huambo carece de pelo menos 20 fiscais para o controlo da actividade de licenciamento, exploração de madeira e frutos silvestres, depois da última admissão realizada em 1992.

Conforme a responsável da instituição nesta província, Brígida Cândida, em declarações hoje, quarta-feira, à Angop, o IDF no Huambo está sem capacidade de fiscalização por possuir apenas seis efectivos já em fase de reforma, visto que foram admitidos há 29 anos, isto em 1992.

A responsável informou que os seis fiscais existentes foram admitidos depois de terem sido desmobilizados das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), à margem dos Acordos de Bicesse, assinados a 31 de Maio de 1991.

Nesta conformidade, Brígida Cândida disse tratar-se de uma situação “muito preocupante”, pois embora seja já do conhecimento do Ministério da Agricultura e Florestas, está a comprometer a conservação e protecção dos perímetros florestais.

Face à situação, a responsável referiu que o IDF tem se esforçado ao máximo para evitar a desflorestação, principalmente nas áreas plantadas de eucalipto, pinheiro e cedro que, nos últimos tempos, têm sido as mais afectadas pelos madeireiros.

Enquanto se aguarda pela realização de concurso público, disse, a instituição tem trabalhado com a Polícia Nacional, tendo resultado na apreensão, este ano, de 400 metros cúbicos de madeira serrada e touros, bem como 16 mil e 800 quilos de carvão, resultante da exploração ilegal das florestas nativas.

Rica em florestas, a província do Huambo perdeu, nos últimos 17 anos, quase metade da sua cobertura florestal nativa, por causa do abate descontrolado de árvores para produção agrícola e de carvão vegetal.

Desde 2002, segundo dados do IDF, 38 por cento do total de florestas nativas desapareceu, sendo os municípios do Bailundo, Mungo, Ucuma, Longonjo e Chicala-Cholohanga, os que mais têm sofrido perdas.

Estima-se que diariamente, em média, são devastados o equivalente a 200 campos de futebol, cifra que pode colocar em risco a continuidade das florestas nativas nos próximos 18 anos, caso não sejam adoptadas medidas de protecção e conservação.

Entre 1975 a 2002, a província do Huambo tinha perdido 28 por cento da sua cobertura florestal nativa, pelos mesmos motivos, menos 10 por cento que nestes últimos 17 anos.

Pior que a floresta nativa está a floresta plantada que, segundo um relatório a que a ANGOP teve acesso, entre os anos 2006 a 2018, pelo menos 20 mil hectares foram devastados na província do Huambo.

O perímetro florestal do Sanguengue, no município do Cachiungo, é o que mais área de plantação perdeu, seguindo-se o de Sandenda, no município da Caála. As outras florestas plantadas que também perderam parte das suas árvores são as do Cuima, no município da Caála, e Mundundo, no município do Ucuma.

Conforme a responsável da instituição nesta província, Brígida Cândida, em declarações hoje, quarta-feira, à Angop, o IDF no Huambo está sem capacidade de fiscalização por possuir apenas seis efectivos já em fase de reforma, visto que foram admitidos há 29 anos, isto em 1992.

A responsável informou que os seis fiscais existentes foram admitidos depois de terem sido desmobilizados das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), à margem dos Acordos de Bicesse, assinados a 31 de Maio de 1991.

Nesta conformidade, Brígida Cândida disse tratar-se de uma situação “muito preocupante”, pois embora seja já do conhecimento do Ministério da Agricultura e Florestas, está a comprometer a conservação e protecção dos perímetros florestais.

Face à situação, a responsável referiu que o IDF tem se esforçado ao máximo para evitar a desflorestação, principalmente nas áreas plantadas de eucalipto, pinheiro e cedro que, nos últimos tempos, têm sido as mais afectadas pelos madeireiros.

Enquanto se aguarda pela realização de concurso público, disse, a instituição tem trabalhado com a Polícia Nacional, tendo resultado na apreensão, este ano, de 400 metros cúbicos de madeira serrada e touros, bem como 16 mil e 800 quilos de carvão, resultante da exploração ilegal das florestas nativas.

Rica em florestas, a província do Huambo perdeu, nos últimos 17 anos, quase metade da sua cobertura florestal nativa, por causa do abate descontrolado de árvores para produção agrícola e de carvão vegetal.

Desde 2002, segundo dados do IDF, 38 por cento do total de florestas nativas desapareceu, sendo os municípios do Bailundo, Mungo, Ucuma, Longonjo e Chicala-Cholohanga, os que mais têm sofrido perdas.

Estima-se que diariamente, em média, são devastados o equivalente a 200 campos de futebol, cifra que pode colocar em risco a continuidade das florestas nativas nos próximos 18 anos, caso não sejam adoptadas medidas de protecção e conservação.

Entre 1975 a 2002, a província do Huambo tinha perdido 28 por cento da sua cobertura florestal nativa, pelos mesmos motivos, menos 10 por cento que nestes últimos 17 anos.

Pior que a floresta nativa está a floresta plantada que, segundo um relatório a que a ANGOP teve acesso, entre os anos 2006 a 2018, pelo menos 20 mil hectares foram devastados na província do Huambo.

O perímetro florestal do Sanguengue, no município do Cachiungo, é o que mais área de plantação perdeu, seguindo-se o de Sandenda, no município da Caála. As outras florestas plantadas que também perderam parte das suas árvores são as do Cuima, no município da Caála, e Mundundo, no município do Ucuma.