Criadores projectam federação nacional

  • Gado bovino na feira agropecuária na Huíla
Lubango - As cooperativas de criadores de gado do país pretendem criar a primeira Federação Nacional de Pecuaristas, para servir de elo na comunicação directa das necessidades da classe com o governo.

Ao falar hoje, no Lubango, no II Fórum das Cooperativas Pecuárias de Angola, o coordenador da comissão instaladora do projecto, Paulo Flora, disse que o movimento vai facilitar maiores intervenções no desenvolvimento da pecuária e no acompanhamento dos programas que o Executivo pretende para o crescimento do sector.

Disse que o projecto tem aceitação a nível do Executivo e está em fase de desenvolvimento para se criar uma federação forte e objectiva, que seja um parceiro do governo na resolução e no desenvolvimento da pecuária no país.

O foco dos criadores, segundo ele, é estar alinhados para atingir patamares de produção de alto nível, de modo a se tornar no suporte da alimentação do país, numa primeira fase e depois criar condições para entrar no mercado de exportação e da concorrência mundial.

Realçou que a finalidade do projecto é ainda fazer com que a criação do cabrito, galinha, porco, coelho, entre outros animais, seja um factor de crescimento para as famílias camponesas.

Governo aplaude iniciativa

O secretário do Presidente da República (PR) para o sector Produtivo, Isaac dos Anjos, encorajou os empresários a seguir em frente com o projecto.

Considerou que a federação visa unir os empresários para terem mais força de reclamar junto dos poderes constituídos, pelo que é uma iniciativa de “grande valia”.

Para ele, o Estado vai perdendo cada vez mais protagonismo e têm de abrir o caminho para chamar os empresários, que em associações consigam alavancar o desenvolvimento do país com as linhas de financiamento existentes.

Por sua vez o ministro da Economia, Sérgio Santos, destacou que a actividade empresarial não tem fins sociais apenas, mas sobretudo económicos e, no caso de existir uma dificuldade legal no trabalho entre bancos e cooperativas, poderão fazer um ajustamento a lei.

"O problema é que em Angola não gostamos de nos associar, os angolanos querem ter todos os negócios sozinhos e isso não é possível e desde 2014 esse modelo tornou-se mais difícil de sustentar. Alertamos os empresários que uma via de sair da crise era trabalhar de forma colectiva e falamos muito da figura do consórcio", acrescentou.

Já o ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, enfatizou que os produtores, de forma geral, precisam apenas de inputs iniciais e com criatividade própria conseguem desenvolver os seus projectos.

"Hoje o arroz e o frango são as maiores importações que fazemos em Angola, mas nas 18 províncias do país, 12 já produzem arroz, pois, embora ainda seja pouco e deparamos-nos com dificuldades na aquisição de sementes, falta de mais conhecimento tecnológico e o facto do produto ser vendido em casca custa menos", realçou.

O projecto, que deverá estar concluído em junho de 2022, conta já com 12 cooperativas inscritas.

 

 

Ao falar hoje, no Lubango, no II Fórum das Cooperativas Pecuárias de Angola, o coordenador da comissão instaladora do projecto, Paulo Flora, disse que o movimento vai facilitar maiores intervenções no desenvolvimento da pecuária e no acompanhamento dos programas que o Executivo pretende para o crescimento do sector.

Disse que o projecto tem aceitação a nível do Executivo e está em fase de desenvolvimento para se criar uma federação forte e objectiva, que seja um parceiro do governo na resolução e no desenvolvimento da pecuária no país.

O foco dos criadores, segundo ele, é estar alinhados para atingir patamares de produção de alto nível, de modo a se tornar no suporte da alimentação do país, numa primeira fase e depois criar condições para entrar no mercado de exportação e da concorrência mundial.

Realçou que a finalidade do projecto é ainda fazer com que a criação do cabrito, galinha, porco, coelho, entre outros animais, seja um factor de crescimento para as famílias camponesas.

Governo aplaude iniciativa

O secretário do Presidente da República (PR) para o sector Produtivo, Isaac dos Anjos, encorajou os empresários a seguir em frente com o projecto.

Considerou que a federação visa unir os empresários para terem mais força de reclamar junto dos poderes constituídos, pelo que é uma iniciativa de “grande valia”.

Para ele, o Estado vai perdendo cada vez mais protagonismo e têm de abrir o caminho para chamar os empresários, que em associações consigam alavancar o desenvolvimento do país com as linhas de financiamento existentes.

Por sua vez o ministro da Economia, Sérgio Santos, destacou que a actividade empresarial não tem fins sociais apenas, mas sobretudo económicos e, no caso de existir uma dificuldade legal no trabalho entre bancos e cooperativas, poderão fazer um ajustamento a lei.

"O problema é que em Angola não gostamos de nos associar, os angolanos querem ter todos os negócios sozinhos e isso não é possível e desde 2014 esse modelo tornou-se mais difícil de sustentar. Alertamos os empresários que uma via de sair da crise era trabalhar de forma colectiva e falamos muito da figura do consórcio", acrescentou.

Já o ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, enfatizou que os produtores, de forma geral, precisam apenas de inputs iniciais e com criatividade própria conseguem desenvolver os seus projectos.

"Hoje o arroz e o frango são as maiores importações que fazemos em Angola, mas nas 18 províncias do país, 12 já produzem arroz, pois, embora ainda seja pouco e deparamos-nos com dificuldades na aquisição de sementes, falta de mais conhecimento tecnológico e o facto do produto ser vendido em casca custa menos", realçou.

O projecto, que deverá estar concluído em junho de 2022, conta já com 12 cooperativas inscritas.