Chicala-Cholohanga aposta na produção agrícola

  • Produção de hortícolas
Huambo - O administrador do município da Chicala-Cholohanga, José Manuel dos Santos, considera o incentivo à produção agrícola uma aposta estratégica para a dinamização do crescimento socioeconómico.

A municipalidade, cuja sede está localizada a 42 quilómetros a Leste da cidade do Huambo, tem grande potencial agrícola e hidrográfico, através das nascentes de alguns dos principais rios de Angola  (Cunene, Keve e Cuando), para de além de possuir vastas terras de cultivo.

Em declarações à imprensa, por ocasião dos 104 anos, assinalados dia 17 (domingo), o gestor disse que a intenção é aproveitar as potencialidades agrícolas da circunscrição, com vista a recuperar a mística de uma das principais fontes de produtos do campo e potenciar o crescimento socioeconómico.

Disse que a administração vai continuar a incentivar os camponeses e agricultores para a produção em grande escala e fazer face aos desafios do combate à pobreza e à diversificação económica

Nesta conformidade, convidou os empresários a investirem nas potencialidades do município, começando pelo sector agrícola, por ser a base do progresso.

José Manuel dos Santos apelou os munícipes a trabalharem a terra, como forma mais eficaz para o combate à pobreza e aumento da renda, numa altura em que as autoridades tudo têm feito para facilitar o acesso aos fertilizantes.

Disse que as autoridades estão a trabalhar ainda na reactivação das fazendas existentes no município, fazendo com que aqueles com espaços ocupados e nada fazem, possam encontrar formas de os cultivar.

O administrador municipal sublinhou ser importante simplificar as políticas viradas para o fomento agrícola, fundamentalmente aos créditos bancários, no sentido de se encontrar a estratégias de acompanhamento dos agricultores, com foco na facilitação da amortização da dívida.

Deste modo, acrescentou, se encontraria as principais soluções para os desafios actuais do sector, sobretudo, quanto ao desenvolvimento com recursos aos meios tecnológicos, face ao clima de estiagem que se regista desde a época chuvosa passada.

O gestor público afirmou, também, existir uma vontade positiva dos municípios em dinamizar o sector, a julgar pelo crescente volume das transacções comerciais dos produtos do campo, apesar de informal.

 Iniciativas privadas dão prova de resiliência e de progresso do sector

Na ocasião, José Manuel dos Santos destacou as valências que os projectos agrícolas de iniciativa privada têm dado para dinamizar o sector e o crescimento da Chicala-Cholohanga, apesar da crise económica e financeira.

Neste particular, citou as fazendas Audácia, Giangzhou Agriculture e Tchela Matchati, resultantes de investimentos privados nacional e estrangeiro, como prova de resiliência e de contributo positivo ao crescimento socioeconómico.

A fazenda Audácia, vocacionada ao sector de aviário, tem uma produção de oito mil ovos/dia, num universo de 11 mil e 249 frangos.

Enquanto isso, a Giangzhou Agriculture, que possui uma fábrica de ração, que produz em média oito toneladas/dia, colheu na campanha agrícola passada, oito mil e 206 toneladas de cereais, contra as oito mil e 260 de 2020.

Entre os cereais produzidos na fazenda, estão oito mil toneladas de milho, 160 de soja, 100 arroz e outras não especificadas, mas que estão em fase experimental.

Já a Tchela Matchati, implantada numa área de 250 hectares, 75 dos quais destinados à produção do ananás, está igualmente a produzir goiabas melhoradas, num regime experimental, numa parcela de dois hectares.

Para além de dinamizar o sector agro-pecuário do município, estes projectos estão a servir de um meio fundamental para o crescimento socioeconómico da localidade, com a criação de postos de trabalhos para muitos munícipes.

Escombros acobertam crescimento local   

Apesar de fazer um balanço positivo do crescimento da municipalidade, que ascendeu à categoria de vila há um século e quatro anos, o responsável lamentou a existência de escombros, como marcas ainda visíveis da guerra três décadas, e cessada em 2002.

Essa situação, disse, deve-se ao facto de muitos proprietários destes imóveis, em estado de abandono, não permitirem às pessoas interessadas reabilitá-los, situação que tem retardado o desenvolvimento do município em termos de infra-estruturas.

Face à situação, José Manuel dos Santos informou que a Administração Municipal vai estipular um prazo aos seus proprietários, findo o qual, os mesmos serão confiscados e cedidos às pessoas interessadas em mudar o estado actual destes escombros.

O município da Chicala Cholohanga, a 42 quilómetros do centro da cidade do Huambo, foi fundado a 17 de Outubro de 1917, pelo capitão da guarda fronteira portuguesa, Figueiredo Fernandes.

A circunscrição conta estimadamente com 131 mil e 224 habitantes (dados do Recenseamento Geral da População e Habitação - RGPH/2014), distribuídos administrativamente em quatro comunas (Sede, Mbave, Samboto e Sambo), maioritariamente camponeses.

Com uma extensão territorial de 4. 380 quilómetros quadrados, Chicala Cholohangao é limitado a Oeste pelo município do Huambo, a Leste pelo município do Cachiungo, a Norte pelo Bailundo e a Sul pela província da Huíla.

Passou a ser designado por Chicala Cholohanga após a independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, com origem no idioma local umbundo, conforme o significado: “Chicala" (solo pedregoso) e "Cholohanga" (área habitada por muitas capotas).

Actualmente constitui um dos 11 municípios do Huambo.

A municipalidade, cuja sede está localizada a 42 quilómetros a Leste da cidade do Huambo, tem grande potencial agrícola e hidrográfico, através das nascentes de alguns dos principais rios de Angola  (Cunene, Keve e Cuando), para de além de possuir vastas terras de cultivo.

Em declarações à imprensa, por ocasião dos 104 anos, assinalados dia 17 (domingo), o gestor disse que a intenção é aproveitar as potencialidades agrícolas da circunscrição, com vista a recuperar a mística de uma das principais fontes de produtos do campo e potenciar o crescimento socioeconómico.

Disse que a administração vai continuar a incentivar os camponeses e agricultores para a produção em grande escala e fazer face aos desafios do combate à pobreza e à diversificação económica

Nesta conformidade, convidou os empresários a investirem nas potencialidades do município, começando pelo sector agrícola, por ser a base do progresso.

José Manuel dos Santos apelou os munícipes a trabalharem a terra, como forma mais eficaz para o combate à pobreza e aumento da renda, numa altura em que as autoridades tudo têm feito para facilitar o acesso aos fertilizantes.

Disse que as autoridades estão a trabalhar ainda na reactivação das fazendas existentes no município, fazendo com que aqueles com espaços ocupados e nada fazem, possam encontrar formas de os cultivar.

O administrador municipal sublinhou ser importante simplificar as políticas viradas para o fomento agrícola, fundamentalmente aos créditos bancários, no sentido de se encontrar a estratégias de acompanhamento dos agricultores, com foco na facilitação da amortização da dívida.

Deste modo, acrescentou, se encontraria as principais soluções para os desafios actuais do sector, sobretudo, quanto ao desenvolvimento com recursos aos meios tecnológicos, face ao clima de estiagem que se regista desde a época chuvosa passada.

O gestor público afirmou, também, existir uma vontade positiva dos municípios em dinamizar o sector, a julgar pelo crescente volume das transacções comerciais dos produtos do campo, apesar de informal.

 Iniciativas privadas dão prova de resiliência e de progresso do sector

Na ocasião, José Manuel dos Santos destacou as valências que os projectos agrícolas de iniciativa privada têm dado para dinamizar o sector e o crescimento da Chicala-Cholohanga, apesar da crise económica e financeira.

Neste particular, citou as fazendas Audácia, Giangzhou Agriculture e Tchela Matchati, resultantes de investimentos privados nacional e estrangeiro, como prova de resiliência e de contributo positivo ao crescimento socioeconómico.

A fazenda Audácia, vocacionada ao sector de aviário, tem uma produção de oito mil ovos/dia, num universo de 11 mil e 249 frangos.

Enquanto isso, a Giangzhou Agriculture, que possui uma fábrica de ração, que produz em média oito toneladas/dia, colheu na campanha agrícola passada, oito mil e 206 toneladas de cereais, contra as oito mil e 260 de 2020.

Entre os cereais produzidos na fazenda, estão oito mil toneladas de milho, 160 de soja, 100 arroz e outras não especificadas, mas que estão em fase experimental.

Já a Tchela Matchati, implantada numa área de 250 hectares, 75 dos quais destinados à produção do ananás, está igualmente a produzir goiabas melhoradas, num regime experimental, numa parcela de dois hectares.

Para além de dinamizar o sector agro-pecuário do município, estes projectos estão a servir de um meio fundamental para o crescimento socioeconómico da localidade, com a criação de postos de trabalhos para muitos munícipes.

Escombros acobertam crescimento local   

Apesar de fazer um balanço positivo do crescimento da municipalidade, que ascendeu à categoria de vila há um século e quatro anos, o responsável lamentou a existência de escombros, como marcas ainda visíveis da guerra três décadas, e cessada em 2002.

Essa situação, disse, deve-se ao facto de muitos proprietários destes imóveis, em estado de abandono, não permitirem às pessoas interessadas reabilitá-los, situação que tem retardado o desenvolvimento do município em termos de infra-estruturas.

Face à situação, José Manuel dos Santos informou que a Administração Municipal vai estipular um prazo aos seus proprietários, findo o qual, os mesmos serão confiscados e cedidos às pessoas interessadas em mudar o estado actual destes escombros.

O município da Chicala Cholohanga, a 42 quilómetros do centro da cidade do Huambo, foi fundado a 17 de Outubro de 1917, pelo capitão da guarda fronteira portuguesa, Figueiredo Fernandes.

A circunscrição conta estimadamente com 131 mil e 224 habitantes (dados do Recenseamento Geral da População e Habitação - RGPH/2014), distribuídos administrativamente em quatro comunas (Sede, Mbave, Samboto e Sambo), maioritariamente camponeses.

Com uma extensão territorial de 4. 380 quilómetros quadrados, Chicala Cholohangao é limitado a Oeste pelo município do Huambo, a Leste pelo município do Cachiungo, a Norte pelo Bailundo e a Sul pela província da Huíla.

Passou a ser designado por Chicala Cholohanga após a independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, com origem no idioma local umbundo, conforme o significado: “Chicala" (solo pedregoso) e "Cholohanga" (área habitada por muitas capotas).

Actualmente constitui um dos 11 municípios do Huambo.