Situação controlada na RCA após ofensiva rebelde - ONU

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Bangui - A situação está "sob controlo" na República Centro Africana (RCA), afirmou domingo à noite o porta-voz da força da ONU no país, após o início uma ofensiva de rebeldes, numa altura em que a coligação da oposição exige o adiamento das eleições de 27 de Dezembro.

Segundo o porta-voz da Missão das Nações Unida na RCA (MINUSCA), Vladimir Monteiro, os rebeldes foram bloqueados e expulsos de várias localidades.

Em Yaloké, a 220 km de Bangui, "os grupos armados deixaram a cidade", afirmou o porta-voz à AFP. Os grupos armados perderam igualmente terreno em duas localidades e a "Força enviou capacetes azuis à Mbaïki (110 km au sud-ouest de Bangui), onde confrontos tiveram lugar no sábado (...), para bloquear os elementos armados", prosseguiu Vladimir Monteiro, concluindo que "a situação está sob controlo".

Porém, fontes humanitárias e da segurança afirmam que elementos de grupos armandos continuam presentes nos arredores de Bossembélé e Bossemptélé.

Por sua vez, o ministério rwandês da Defesa anunciou domingo à noite que soldados rwandeses presentes na RCA sob o mandato da ONU foram "tomados como alvo pelos rebeldes".

"O Governo rwandês enviou uma força de protecção à República Centro Africana, no quadro de um acordo bilateral de defesa. Este envio surge como resposta de um ataque ao contingente das Forças de Defesa do Rwanda (RDF), sob o mandato da força de manutenção de paz da ONU, pelos rebeldes apoiados por François Bozizé", indica o ministério em comunicado.

Na sexta-feira, três dos mais fortes grupos armados que ocupam mais de dois terços do país começaram a avançar nos eixos rodoviários essenciais do país para se aproximar da capital Bangui. Estes grupos anunciaram a sua fusão.

Nesta senda, o Governo acusou no sábado o ex-chefe de Estado, François Bozizé, de "tentativa de golpe de Estado" com "a manifesta intenção de marchar com os seus homens até a cidade de Bangui" neste período eleitoral. Em resposta, o partido de Bozizé desmentiu no domingo qualquer tentativa de golpe de Estado.

As eleições presidenciais, cujo favorito é o presidente cessante Faustin-Archange Touadéra, e as legislativas estão marcadas para 27 de Dezembro.

Entretanto, a França, a Rússia, os Estados Unidos, a União Europeia e o Banco Mundial apelaram no domingo a François Bozizé e os grupos armados no sentido de deporem as armas.

Estes países e instituições parceiras da RCA, e membros do G5+, "exigem que Bozizé e os grupos armados aliados deponham imediatamente as armas, se abstenham de qualquer acção de desestabilização e respeitem a decisão do Tribunal constitucional de 03 de Dezembro de 2020", sublinharam os signatários num comunicado conjunto publicado no domingo.

A Rússia enviou "várias centenas" de soldados à RCA e "equipamentos pesados" no quadro de um acordo de cooperação bilateral, anunciou hoje Bangui.

Segundo o porta-voz da Missão das Nações Unida na RCA (MINUSCA), Vladimir Monteiro, os rebeldes foram bloqueados e expulsos de várias localidades.

Em Yaloké, a 220 km de Bangui, "os grupos armados deixaram a cidade", afirmou o porta-voz à AFP. Os grupos armados perderam igualmente terreno em duas localidades e a "Força enviou capacetes azuis à Mbaïki (110 km au sud-ouest de Bangui), onde confrontos tiveram lugar no sábado (...), para bloquear os elementos armados", prosseguiu Vladimir Monteiro, concluindo que "a situação está sob controlo".

Porém, fontes humanitárias e da segurança afirmam que elementos de grupos armandos continuam presentes nos arredores de Bossembélé e Bossemptélé.

Por sua vez, o ministério rwandês da Defesa anunciou domingo à noite que soldados rwandeses presentes na RCA sob o mandato da ONU foram "tomados como alvo pelos rebeldes".

"O Governo rwandês enviou uma força de protecção à República Centro Africana, no quadro de um acordo bilateral de defesa. Este envio surge como resposta de um ataque ao contingente das Forças de Defesa do Rwanda (RDF), sob o mandato da força de manutenção de paz da ONU, pelos rebeldes apoiados por François Bozizé", indica o ministério em comunicado.

Na sexta-feira, três dos mais fortes grupos armados que ocupam mais de dois terços do país começaram a avançar nos eixos rodoviários essenciais do país para se aproximar da capital Bangui. Estes grupos anunciaram a sua fusão.

Nesta senda, o Governo acusou no sábado o ex-chefe de Estado, François Bozizé, de "tentativa de golpe de Estado" com "a manifesta intenção de marchar com os seus homens até a cidade de Bangui" neste período eleitoral. Em resposta, o partido de Bozizé desmentiu no domingo qualquer tentativa de golpe de Estado.

As eleições presidenciais, cujo favorito é o presidente cessante Faustin-Archange Touadéra, e as legislativas estão marcadas para 27 de Dezembro.

Entretanto, a França, a Rússia, os Estados Unidos, a União Europeia e o Banco Mundial apelaram no domingo a François Bozizé e os grupos armados no sentido de deporem as armas.

Estes países e instituições parceiras da RCA, e membros do G5+, "exigem que Bozizé e os grupos armados aliados deponham imediatamente as armas, se abstenham de qualquer acção de desestabilização e respeitem a decisão do Tribunal constitucional de 03 de Dezembro de 2020", sublinharam os signatários num comunicado conjunto publicado no domingo.

A Rússia enviou "várias centenas" de soldados à RCA e "equipamentos pesados" no quadro de um acordo de cooperação bilateral, anunciou hoje Bangui.