Quinta, 25 de Fevereiro de 2021
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Nações Unidas apresenta a primeira universidade global online e de matrícula gratuita


20 Maio de 2009 | 01h50 - Actualizado em 20 Maio de 2009 | 01h49

ONU


Nações Unidas, Nova Iorque - A ONU apresentou terça-feira a primeira universidade global online e de matrícula gratuita, com a qual tratará de impulsionar o acesso à educação superior dos estudantes das regiões menos desenvolvidas do mundo.  


 
Este novo projecto educativo, chamado a Universidade do Povo, surge no âmbito da Aliança Global da ONU sobre Tecnologia de
Comunicação e Desenvolvimento (GIAD) para ajudar a colmatar as brechas internacionais em matéria de educação com o recurso às
novas tecnologias.  


 
"Para centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, a educação é um sonho que não se pode tornar realidade", disse numa conferência de imprensa o fundador da Universidade do Povo, Shai Reshef.  


 
Recordou que a pobreza, a ausência de instituições de educação superior ou as limitações físicas impedem muitos jovens de
continuar os seus estudos. 


  
 "Abrimos a porta para que possam continuar os estudos e aspirar a uma vida melhor", afirmou.  


 
Indicou que a universidade abriu discretamente as matrículas há duas semanas e conta já com 200 alunos de 52 países, muitos
dos quais da China. 


 
Reshef explicou que o centro recorrerá à tecnologia aberta e métodos de aprendizagem pela Internet e aos contactos entre alunos para que os cursos custem o menos possível.  


 
Os requisitos para se matricularem são o acesso a um computador, um diploma de educação secundária e um certo nível de inglês.  


 
Os alunos dividir-se-ão em classes virtuais de 20 membros com acesso semanal aos materiais de cada curso, que poderão discutir
entre eles, para depois de apresentarem a um exame online.  


  
 Também poderão consultar professores e estudantes de pós-graduação voluntários, para que os assessores e resolvam
dúvidas.  


 
Reshef reconheceu que o acesso a um computador ligado à Internet é uma grande limitação para os potenciais alunos que vivem nos países mais pobres, realçando que os requisitos técnicos para aceder aos cursos são mínimos. 


 
Só é necessária uma ligação telefónica (dial up), já que os cursos não contam com elementos multimédia.  


 
Os únicos gastos para os alunos são uma matrícula que varia entre os 15 e 50 dólares, dependendo do país, e 10 a 100 dólares por
cada exame. 


 
Reshef assinalou que a universidade necessita de seis milhões de dólares, dos quais pôs um milhão, para pôr em marcha todas as
suas operações e cerca de 15 mil estudantes para sustentá-las.