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História
Um salto para o futuro A Agência Angola Press (ANGOP), por excelência a única do género no país, entra no ano 2008 com um quadro tecnológico e humano em constante transformação e actualização, em consonância com a modernidade dos meios de telecomunicações e de comunicação social. A empresa foi criada em Julho de 1975 sob a designação de Agência Nacional Angola Press (ANAP), cujos trabalhos eram distribuídos sob a forma de boletim. Em Outubro do mesmo ano, a ANGOP adopta a sua actual e definitiva denominação, Agência Angola Press, sob proposta do então presidente da República, António Agostinho Neto, e lança, no dia 30 daquele mês, o primeiro despacho com a nova sigla. Três anos depois, a 2 de Fevereiro de 1978, a agência foi transformada em órgão estatal de comunicação social, com a publicação do decreto presidencial 11/78, de 2 de Fevereiro, no Diário da República. A partir daí, estavam lançadas as bases para o seu crescimento e desenvolvimento, que viria a conhecer momentos áureos na década de 80. Nessa época, a ANGOP já contava com cerca de 300 trabalhadores, a maioria jornalista, com um labor ininterrupto, 24 horas ao dia, em todo o país (18 províncias) e no estrangeiro com cinco delegações (Portugal, Brasil, Reino Unido, Zimbabwe e Congo). Prémios Essa qualidade de produção fez com que as principais Agências internacionais utilizassem a ANGOP como fonte de informação ou que fizessem parcerias com a mesma. Entre as tantas Agências com que a ANGOP trabalhou durante todos esses anos, estão a Reuters, AP,AFP, EFE, ANSA , TANJUG , IPS, Prensa Latina, Xinhua, Tass, AIM (Moçambique), ST-Press (São Tomé), ANG (Guiné-Bissau), VNA (Vietname), BTA (Bulgária), ADN (da então Alemanha Oriental), CTK (ex-Checoslováquia), PAP (Polónia), MTI (Hungria), Romena Press (Roménia), ATCC (Coreia do Norte), ANN (Nicarágua), APS (Argélia), AZAP (ex-Zaíre), ABP (Burundi) e a ACI (Congo Brazaville). Membro do "pool" das Agências dos países não-alinhados desde a sua criação, a ANGOP chegou mesmo a assumir com grande éxito a sua presidência, de 1989 a 1992. Esse "pool" congrega no seu seio mais de cem países dos cinco continentes. Como reconhecimento do grande empreendimento ao longo dos anos, a ANGOP viu o seu esforço enaltecido com a atribuição, pela primeira vez, em 1990, e, depois, em 1992, do prémio Estrela de Ouro Internacional de Qualidade, concedido pelo Business Iniciative Directions, e, igualmente, em 1996, com o "World Quality Commitment Award", atribuído pela JX BAN IMAGEM ARTE, ambas empresas com sede em Madrid. A agência sitiada Após a recusa pela UNITA de aceitar os resultados das eleições de 1992, a exemplo de outras estruturas em todo o país, a ANGOP sofreu duramente as consequências da guerra que se reiniciava. No dia em que teve início a tentativa da UNITA de tomar a capital do país, cinco jornalistas ficaram retidos na sede da ANGOP por três dias, tempo que durou a chamada "Guerra de Luanda". Um episódio que esses profissionais jamais vão esquecer, pois mantiveram, em nome do espírito do verdadeiro jornalismo, uma teimosia em permanecer no local de trabalho enviando informações para fora numa altura em que a situação já não mais recomendava. Quando a guerra se anunciava, trabalhadores de toda a cidade apressavam-se em alcançar suas casas. Todos sabiam que, a qualquer hora, poderia estoirar o estopim do conflito e que alguns dos sítios visados eram os órgãos de comunicação social. Ainda assim, os profissionais da ANGOP lá permaneceram. Modernização Com a guerra, a Agência viu amputados seus projectos de desenvolvimento, principalmente os de alargamento para o exterior, bem como um ambicioso programa de formação de quadros que se havia de seguir à concretização do processo de paz no país. Esse processo foi agravado com a destruição de algumas das suas infra-estruturas e morte de alguns funcionários devido ao conflito. Contudo, o esforço em manter sempre informada a opinião pública nacional e internacional prossegue, apesar das consequências de uma guerra fratricida. No ano em que completou o seu 25° aniversário, a Agência partiu para uma nova fase, em busca da modernização tanto interna quanto externa, e principalmente na procura de contacto mais próximo e ágil com todo o planeta por meio de seu web site na Internet. A partir de Junho de 2006, passou por um processo de modernização que introduziu importantes avanços tecnológicos e transformou o seu web site num portal de Internet que, para além de divulgar amplo noticiário sempre actual, em multimédia, presta serviços à população angolana e divulga os atractivos económicos e turísticos de Angola.
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