Dondo - O sector turístico no município do Kambambe, província do Kwanza Norte, necessitando de investimentos para conferir maior dignidade aos visitantes que afluem às zonas turísticas locais.
O facto foi expresso pelo responsável da repartição económica da administração municipal de Kambambe, Paulino António Pinheiro.
Em declarações à Angop, o responsável sublinhou o facto de o turismo ser uma das áreas de interesse que acolhe visitantes, quer nacionais como estrangeiros, "pelo que requer fortes investimentos, com vista a geração de receitas para o estado e a promoção do emprego.
Para Paulino António Pinheiro, apesar da inexistência de um indicador de controlo dos prejuízos resultantes do subaproveitamento de determinados marcos turísticas da região, o estado perde somas financeiras avultadas que serviriam para o desenvolvimento das localidades que albergam tais estâncias turísticas.
Entre os principais constrangimentos citou a degradação das vias de acesso a algumas zonas, a falta de preservação dos recintos e a não criação de novos serviços ou de infra-estruturas de apoio aos visitantes.
A estes factores, segundo a fonte, associa-se a falta de meios de transporte fluviais, entre outros, "o que torna inexpressiva a actividade turística do município".
Kambambe é conhecido como detentor de um acervo turístico bastante rico, em que se destaca a fortaleza de Massangano, construída como fortim de defesa das tropas coloniais portuguesas, aquando da tentativa de ocupação da região pelos holandeses que seguiam para o interior, navegando pelo rio Kwanza.
Fazem ainda parte do acervo as ruínas de Kambambe (um forte erguido pelos portugueses, fruto dos confrontos impostos pelas lutas de resistência dos autóctones à ocupação estrangeira, tendo mais tarde servido de entreposto comercial até ao século XIX. Foi classificada como Monumento Nacional, em 1925.
As ruínas da primeira fábrica de fundição de ferro em África, erguida na localidade de Nova Oeiras, comuna de Massangano, no século XVI, constam ainda dos pontos turísticos identificados na região, acrescentou o interlocutor.
Paulino Pinheiro apontou, igualmente, a praia do Kiama Fulo, no rio Kwanza, local tido como o principal postal turístico da região, mas que carece de melhorias na via de acesso, na prestação de serviços e na higiene.
"Existem outras praias como a de Ndala Ngombe, ao largo do rio Kwanza, conhecida como sendo a ilha em que se refugiou a rainha Njinga Mbandi aquando das investidas militares portuguesas que culminaram com a ocupação de Massangano (sede do reino do Ndongo).
Para o entrevistado, a própria cidade de Dondo (sede municipal), limitada por montanhas e pelo rio Kwanza e dotada de infra-estruturas de estilo arquitectónico antigo é um ponto de convergência de transeuntes que vão de Luanda para o norte, o sul e o leste do país e vice-versa, "o que lhe atribui o estatuto de marco turístico incontornável".