Luanda – O director-geral do Pólo de Desenvolvimento Turístico da Bacia do Okavango, Amaro Francisco, afirmou hoje, em Luanda que, além dos benefícios económicos, esses projectos também podem promover a integração das comunidades, quer a nível interno, quer regional.
Amaro Francisco falava à Angop, à margem da cerimónia de empossamento dos directores-gerais e adjuntos dos Pólos de Desenvolvimento Turístico de Calandula, na província de Malanje, da Bacia do Okavango, no Kuando Kubango, e do Cabo Ledo, na capital do país.
Referindo-se particularmente ao Pólo da Bacia do Okavango, disse que ao mesmo tempo que vai atender a procura interna, dará também resposta ao interesse dos turistas estrangeiros, devido à sua localização geográfica e a sua proximidade com a Namíbia, um dos 15 países da região austral do continente africano.
“Eu acho que o princípio do desenvolvimento da Bacia de Okavango deverá ser na base do desenvolvimento sustentável. Quer dizer que, além dos benefícios económicos que poderão surgir desse desenvolvimento, também pode haver o interesse na integração das comunidades” – sublinhou o director.
Acrescentou que o projecto/plano de desenvolvimento do Pólo da Bacia do Okavango poderá ser um desígnio participativo e com aceitação das populações, porque sem o qual não se atingirá as metas preconizadas a nível do sector.
O próprio plano director do turismo, argumentou Amaro Francisco, orienta que os primeiros anos de funcionamento dos Pólos serão para atender o turismo interno, tendo em conta a apetência da maioria dos angolanos em conhecer a fundo o país, suas potencialidades turísticas e beleza natural.
Por essa razão, informou que enquanto entidade pública deverá criar condições em termos de infra-estruturas básicas, para que se possa atrair potenciais investidores que ajudarão a materializar e dinamizar os pólos. “O primeiro passo será a elaboração do Plano Director da Bacia do Okavango” – asseverou.
Por sua vez, o director do Pólo de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo, João Destino Paulo Pedro, disse estar pronto para a nova função que passa a desempenhar, apontando como um dos objectivos da sua equipa, ajudar o Governo a concretizar os seus desideratos, entre os quais a geração de um milhão de empregos até 2020.