Luanda – O bairro da Boavista, município da Ingombota, em Luanda, poderá contar, em breve, com uma unidade hoteleira, denominada “ Empreendimento Pestana Luanda Hotel e Suites”, com capacidade para 230 quartos, dos quais 50 são suites.
A informação foi prestada hoje à imprensa pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Boavista Empreendimentos e Participações, Manuel Livongue, no decorrer da consulta pública que a Direcção Nacional de Prevenção e Avaliação do Impacto Ambiental do Ministério do Ambiente promoveu.
Para o gestor, com esta unidade hoteleira e os serviços de apoio para os casinos e restaurantes prevê-se uma força de trabalho directa de 400 funcionários.
“ Neste momento estamos na fase final do projecto já que cumprimos todas as fases impostas por lei, pois recebemos parecer favorável dos Ministérios da Hotelaria e Turismo, Urbanismo e Construção, assim como da Empresa de Distribuição de Energia de Luanda (EDEL). Agora estamos a tratar de questões sobre o impacto ambiental com o Ministério do Ambiente”, asseverou.
Uma vez obtido o aval do Ministério do Ambiente, disse, a proprietária do projecto a Sohetur-SA pretende fazer o lançamento da primeira pedra em Setembro próximo, sendo que a construção comece no princípio do próximo ano (2011).
“ Com um valor global orçado em cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos, o projecto incidirá sobre um terreno com uma área de 17 mil e 794 metros quadrados, com a construção de dois edifícios de apartamentos/Suites e uma área destinada ao parque de estacionamento, lojas, restaurantes, casinos, discotecas, seis pisos de escritórios”, indicou. A parte residencial terá 120 apartamentos por cada unidade.
Sohetur-SA é uma joint venture entre empresa de direito angolano Grupo Boavista Empreendimentos e Participações (GBE) e o grupo empresarial português Pestana.
Por sua vez, a técnica da empresa EcoVisão Suzana Palminha, que efectuou o estudo de impacte ambiental, considerou que, tratando-se de uma zona degradada da Boavista, por exemplo, sem rede de esgotos, com a conclusão deste projecto o impacto será positivo para o ambiente já que vai haver urbanização de forma regrada, recuperação da zona, como saneamento básico.
“ Qualquer construção tem vantagens e desvantagens. Mas analisando a construção em questão, temos que ver que se trata de uma zona degradada, pelo que, consideramos que o impacto será positivo, desde que se cumpram as medidas de amenização propostas pelo estudo”, asseverou.