Luanda – O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, deixou, na noite de hoje, quarta-feira, Luanda, com destino à República da Namíbia, a fim de participar na cerimónia de inauguração da segunda fase da extensão dos caminhos-de-ferro de Oshikango/Ondangwa.
Augusto Tomas, que é igualmente presidente do Comité de Ministro das Infra-estruturas e Transportes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como presidente da Conferência dos Ministros dos Transportes de África, considera que o convite do seu homólogo namibiano é uma demonstração dos fortes laços que unem os dois povos e países.
“É uma visita de cortesia, do reforço da cooperação e solidária para com o povo irmão da Namíbia, num acontecimento extremamente importante no âmbito de um programa ferroviário que está a ser levado a cabo a nível de toda a região”, afirmou.
Para o governante angolano, apesar do troço dos caminhos-de-ferro a ser inaugurado quinta-feira, na Namíbia, é um trabalho que se está a desenvolver internamente, mas vai culminar com a ligação da rede ferroviária da África Austral.
“Agora se está a desenvolver um trabalho interno, a Namíbia está a estender a sua rede de transportes ferroviários, mas depois que Angola ligar o Kuando Kubango ao Cunene, estarão facilitadas e reforçadas as transacções comerciais e transfronteiriças entre os dois países”, afirmou.
Na reunião de ministros de infra-estruturas da SADC, realizada na última semana de Junho sobre a presidência de Angola, foi aprovado o plano reitor de desenvolvimento das infra-estruturas na sub-região, que vai constituir uma das alavancas para o seu desenvolvimento.
De acordo com fontes da organização, a SADC necessita de 42,3 biliões de dólares norte-americanos (um dólar equivale 95,598 kwanzas) para a implementação de 54 projectos em 15 anos, nas áreas da energia, transportes, tecnologias de informação, metrologia, turismo e recursos hídricos.
Na ocasião o ministro dos Transportes disse que a articulação dos subsectores aéreo, marítimo, ferroviário e rodoviário vai permitir a integração de Angola no mercado da comunidade.