Menongue – As operações de voos regulares da Transportadora Aérea Angolana de bandeira (TAAG) no aeroporto 23 de Março, no município do Cuito Cuanavale, província do Kuando Kubango, carecem de estudos profundos para definição de especificações técnicas e de viabilidade económica.
Essa informação foi avançada hoje, sexta-feira, à imprensa, pelo administrador da companhia para área operacional, Rui Carreira, a margem da cerimónia de inauguração do referido aeroporto pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.
Segundo a fonte, do ponto de vista técnico o 23 de Março é um bom aeroporto, tem uma boa aerogare, excelente torre de controlo e disse acreditar que há de servir bastante a população do Cuito Cuanavale e da província em geral.
Entretanto, sublinhou, embora a companhia tenha como avião de base o Boeing 737-700, que pode operar neste aeroporto com uma pista com 2720 metros de comprimento e 30 de largura, só o resultado desses estudos poderão ditar as operações para o Cuito Cuanavale.
“ O Cuito Cuanavale é um grande destino histórico e turístico, mas não podemos avaliar só esses aspectos. É necessário que se leve em conta outros pressupostos como a rede hoteleira para acomodar as pessoas que cá vierem, pois nem toda a gente tem aqui familiares”, explicou.
Acrescentou que tudo isso são factores que influenciam a análise do estudo de tráfego.
Na sua óptica, ainda não é possível definir-se o aeroporto 23 de Março como alternativo para as operações de voo da TAAG para o Kuando Kubango, uma vez que o de Menongue está encerrado para obras.
Para que tal acontecesse, disse, era necessário instalar aqui uma série de equipamentos de apoio, estrutura comercial de emissão de bilhetes, reservas, e isso ainda não foi feito.
Concluiu dizendo que a instalação desses equipamentos demoraria uma série de tempo, pelo que é prematuro dizer qual o futuro desse aeroporto para as operações da TAAG.