Luanda – Pelo menos 30 porcento dos valores pagos (trinta kwanzas por viagem) pelos mais de 85 mil passageiros transportados, diariamente, pela Macon no sistema urbano de Luanda não são contabilizados pela empresa, estima o director de Operações e Desenvolvimento, Egildo Beu.
Em entrevista à Angop, o responsável disse que o furto de valores por parte de cobradores de bilhetes de passagens é uma prática muito frequente e tem um índice elevado, apesar de medidas disciplinares que a empresa aplica aos implicados identificados.
“Muitos cobradores recebem dinheiro dos passageiros e não entregam bilhetes. Se beneficiam das receitas da empresa, prejudicando simultaneamente a si e ao empregador, disse o gestor, salientando que deste modo a empresa pode não subsistir”.
Segundo o director de operações, a empresa nunca fez um estudo profundo sobre o fenómeno, mas avalia que as perdas financeiras estejam na ordem dos 30 porcento dos passageiros transportados por dia.
Para contrapor as perdas financeiras, a Macon tem fiscais que controlam a circulação dos transportes, usam roletas, para efectuar a contagem de cada passageiro, e sensibilizam os trabalhadores através de palestras.
“Com estes mecanismos de controlo, a tendência ao furto reduziu bastante nos últimos tempos”, afirmou, referindo ser uma prática que se regista na maioria das empresas do sector.
Por outro lado, disse que esse comportamento é passível de sanção disciplinar.
Macon é a primeira empresa privada de transportes colectivos de Luanda, com uma frota de 310 autocarros e mil e 400 trabalhadores. Actualmente, a operadora presta, além de serviços urbanos, transportes de passageiros inter provincial nalgumas regiões do país.
Além da Macon, a província de Luanda conta com as operadoras de transportes colectivos urbanos Tcul, Tura, SGO e Ango Austral.