Soyo – Um estudo de impacto ambiental foi apresentado hoje (terça-feira), no Soyo, província do Zaire, pela petrolífera BP Exploration (Angola) Limited, no âmbito da construção de um gasoduto de transporte de gás do Bloco 31 ao Bloco 15, do off-shore nacional.
De acordo com o responsável pelo estudo, o ambientalista Valdemiro Russo, a implementação do projecto da construção do gasoduto, que passará posteriormente para o projecto Angola LNG, está a ser acautelado com um conjunto de medidas de segurança e protecção ambiental.
Com base na actual legislação ambiental, o estudo foi lançado para a necessidade de se estabelecer um conhecimento e descrever tanto o ambiente natural que possa ser afectado pelo projecto, como os impactos negativos que possam surgir na sua área.
Vladimiro Russo acrescentou que estão também a ser identificados, através de auscultação e consultas públicas, quais são os impactos ambientais e sociais que poderão ser mais significativos e que poderão implicar alterações técnicas e exigir a tomada de decisões sobre a construção do empreendimento.
O trabalho incluiu igualmente medidas de mitigação para reduzir a poluição, a perturbação ambiental e outros impactos negativos durante a fase dos trabalhos.
“O nosso grande objectivo consiste em avaliar os efeitos que o projecto poderá causar nos recursos ambientais ou socioeconómico da área da influência do projecto”, explicou.
O conteúdo do relatório, segundo o ambientalista, está em conformidade com a legislação angolana e com as melhores práticas internacionais, tendo especificado alguns elementos dos relatórios do estudo que passa por descrever o projecto, fornecer informações sobre o trabalho associado à instalação da tubagem e avaliar as vantagens ambientais e sociais.
O estudo visa ainda fornecer informações sobre as alternativas para evitar, combater ou reduzir possíveis impactos ambientais em áreas sensíveis e justificar as alternativas escolhidas.
Participaram no encontro membros da administração municipal do Soyo, técnicos do sector dos petróleos e do ambiente, bem como autoridades tradicionais e ong,s.