Luanda - Os manuais do professor e do aluno para a prevenção de desastre nas escolas e comunidades foram lançados hoje, em Luanda, numa iniciativa do Ministério do Interior.
A primeira edição do manual lançado pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e pelo Instituto Nacional de Investigação de Desenvolvimento da Educação, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, pretende fazer passar conhecimentos baseados em algumas pesquisas cientificas e experiências vividas no dia a dia.
A vice-ministra da Educação, Ana Paula Inês, que discursava no acto de lançamento, disse que os desastres naturais afectam as populações, tanto a nível da comunidade como individual.
Contudo, avançou, este facto preocupa o executivo angolano dirigido pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Ana Paula Inês ressaltou que a integração dos conteúdos em matéria de protecção civil e auto protecção no currículo escolar visa difundir conhecimentos práticos, desenvolver competências e habilidades para a vida das crianças, jovens e outros, em caso de acidente grave, catástrofe ou calamidade.
A fase experimental do projecto, disse, inicia no ensino primário 4ª, 5ª e 6ª classes, em algumas províncias piloto, como Benguela, Cunene, Luanda e Moxico, com a formação de 84 professores experimentadores, contemplando cerca de cinco mil alunos.
Por sua vez, o vice-ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho, destacou que a prevenção deve ser sempre uma prioridade nas acções em curso e o trabalho de mudança de mentalidades deve começar desde pequeno.
Neste sentido, considerou que o lançamento destes manuais poderá levar a médio prazo a uma redução substancial de algumas praticas negativas.
“As crianças podem ajudar os pais, irmãos, avós, primos, tios e os vizinhos a tomarem consciência sobre a necessidade de no dia a dia implementarem medidas correctas que nos conduzirão a uma redução dos desastres e a uma vida mais segura” – asseverou.
Eugénio Laborinho disse que os manuais estão dirigidos aos professores e alunos para capacita-los em matéria de protecção civil, fortalecer a capacidade de transmitir conhecimentos, entender os desastres, sensibilizar a comunidade escolar e criar espírito de solidariedade em situação de desastre.
O responsável apontou que um dos objectivos da implementação de praticas para a redução dos desastres é o reforço das capacidades locais e das comunidades para gerirem adequadamente as suas condições de risco, proteger os investimentos e reduzir o impacto dos fenómenos naturais nos seus processos produtivos e sociais.