Luanda – A crise económica e financeira pela qual passa a Europa, somada à reconstrução e ao desenvolvimento de Angola constituem razões suficientes para que os quadros nacionais residentes nos estados europeus regressem ao país, considerou hoje, em Luanda, o historiador angolano Simão Souindoula.
Em declarações à Angop, à margem da conferência subordinada ao tema “Pieter Van Congo: A Presença Angolana em Nova Amesterdão”, realizada hoje, na União dos Escritores Angolanos, em Luanda, o pesquisador referiu que “o processo de reconstrução de Angola deve aproveitar os técnicos angolanos formados e a viver fora do país.
“Durante o conflito armado que assolou o país e consequentemente o processo migratório inerente ao conflito, gerou-se um défice de quadros angolanos que refugiaram-se pela Europa e América. Volvidos os contextos, julgo ser necessário o contributo destes para a construção de uma nova Angola”, reforçou.
De acordo com o historiador, os sectores do petróleo, da construção civil, do ensino, da saúde, assim como da agronomia, áreas que considerou fundamentais para o processo de reconstrução, podem ser beneficiados pela mão-de-obra jovem que vive no exterior e com perspectivas de regresso ao país.
Simão Souindoula considerou importante também a criação de um projecto, a nível do Executivo, para estimular o regresso ao país dos angolanos residentes noutras partes do globo.
A conferência “Pieter Van Congo: A Presença Angolana em Nova Amesterdão” enquadra-se num ciclo de debates que o historiador Simão Souindoula vem promovendo pelo país.