Luanda - O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou, em Janeiro do ano em curso, 50 casos de denúncias de violação dos direitos da criança, informou hoje, quinta-feira, em Luanda, o chefe do Departamento Nacional de Protecção à Criança deste organismo, Paulo Kalessi.
Em declarações à Angop, a propósito das actividades realizadas pela instituição no primeiro mês do ano em curso, Paulo Kalessi informou que a "demanda de denúncias" incidiu em agressões físicas, fuga a paternidade e não prestação de alimentos.
Segundo a fonte, estas denúncias, cuja maior parte ocorreram em Luanda, levaram o INAC a preocupar-se seriamente em elaborar, de forma assídua, um relatório mensal que reflicta os casos de abusos aos menores em todo o país.
A fonte referiu ainda que na área de aconselhamento desta instituição, o registo de vários casos de violação aos direitos dos menores conduzirá o INAC a trabalhar com o Ministério da Família e com a Procuradoria da República, para que se possa esclarecer, à luz da Lei Contra a Violência Doméstica, como resolver ou punir os infractores.
“Através das campanhas que o INAC tem feito no interior das comunidades, por meio das Redes de Protecção, constituídas por professores, catequistas e outros, detectou-se que há muitas mães a criarem os filhos sozinhas e sem a mínima ajuda dos pais”, disse.
Ainda sobre os casos de fuga a paternidade, em Novembro de 2011, a ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, apontou este fenómeno como o maior e o primeiro acto de violência registado em Angola.