Luanda - A abertura oficial do ano lectivo 2012, efectuada terça-feira, na cidade de Ndalatando, província do Kwanza Norte, pelo vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, marcou o noticiário social da semana finda.
No acto, que contou com a presença de membros do executivo, directores de escolas e estudantes, Fernando da Piedade Dias dos Santos disse que o Executivo Angolano tem procurado as melhores soluções para o alcance de padrões de ensino e aprendizagem eficazes, com vista a promover a qualidade do ensino público no país.
Lembrou que em 1974 estavam matriculados, em Angola, perto de 500 mil alunos, em 1980 um milhão e 800 mil e em 2011 já frequentaram o ensino primário e secundário seis milhões e 400 mil estudantes, assim como o número de professores passou de pouco mais de 25 mil, em 1977, para cerca de 200 mil no ano findo.
Por sua vez, o ministro da Educação, Pinda Simão, fez saber que o seu pelouro vai recrutar para este ano mais de 12 mil novos professores, que vão juntar-se aos actuais 218 mil e 233 existentes. Este ano lectivo, a educação vai contar com seis milhões, 842 mil e 416 alunos inscritos.
Outro assunto relevante foram as declarações da vice-ministra da Saúde, Evelize Frestas, segundo a qual há necessidade de Angola, em particular, e da África Subsariana continuarem a realizar esforços para a redução de novas infecções de VIH/SIDA, por forma a diminuir substancialmente o número de mortes por esta pandemia.
A dirigente, que falava em Luanda, durante um workshop sobre “A iniciativa da eliminação de novas infecções pelo VIH em crianças”, referiu que a visão do Ministério da Saúde é levar a zero o número de novas infecções, discriminação e mortes relacionadas a esta patologia, garantindo o controlo e a redução da infecção de forma desagregada nas várias povoações e grupos populacionais.
Destacou-se igualmente na semana finda os pronunciamentos da ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, que nos últimos anos registou-se uma significativa melhoria da situação ambiental de Angola, derivada dos esforços empreendidos, com a elaboração e publicação de diplomas legais que regulam a actividade ambiental em Angola, assim como a formação e capacitação dos quadros do sector.
Falando na terça-feira, no Parque Nacional da Kissama, em Luanda, momentos depois da cerimónia oficial de abertura do curso de formação de ex-militares para a fiscalização dos Parques Nacionais, prometeu, sem avançar detalhes, que neste mês de Fevereiro será apresentado a público o 3º relatório sobre o estado actual do ambiente em Angola, o qual vai espelhar aspectos ligados à biodiversidade, poluição, recursos naturais, níveis de poluição e à situação do próprio homem.
Por outro lado, informou-se que nesta data do 31 de Janeiro em que se comemorou o 36º aniversário do Dia Nacional do Ambiente, os ministérios do Ambiente e da Defesa Nacional lançaram o projecto comum de formação de um total de 125 ex-militares para fiscalizarem os recentes Parques Nacionais criados em Cabinda (floresta do Maiombe), Mavinga e Luengue-Luiana, estes dois últimos na província do Kuando Kubango.
No ramo da tecnologia, foi destaque o facto de o Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec) de Angola ter sido certificado pelas multinacionais Cisco e Furukwa, o que vai permitir alcançar a excelência em formação profissional e prestação de serviço no domínio das tecnologias.
A informação foi avançada quarta-feira, pelo director-geral do Cinfotec, José Lourenço, em conferência de imprensa, tendo acrescentado que a Cisco e Furukawa são líderes mundiais no processamento de comunicações de dispositivos ligados à Internet, de tecnologias e acabamento estruturado.
No domínio religioso, destacou-se as considerações do presidente da CEAST, dom Gabriel Mbilingui, segundo o qual as igrejas em África devem ser chamadas a estar ao serviço da paz, justiça e reconciliação, por forma a contribuírem para a redução de conflitos e injustiças verificadas em algumas regiões do continente.
Dom Gabriel Mbilingui falava à imprensa, durante a apresentação da exortação apostólica pos-sinodal “africae munus“.
Ainda nesta senda, evidenciou-se os apelos do Papa Bento XVI, no domingo, para uma especial defesa e protecção à família, antes as ameaças como a distorção da noção de matrimónio, a desvalorização da maternidade, banalização do aborto, a facilitação do divórcio e o relativismo de uma “nova ética”.
O apelo vem expresso numa nota intitulada apresentação da exortação apostólica pós-sinodal «Africae Munus» enviada pelo papa Bento XVI ao continente africano e lida pelo superior provincial da congregação dos padres do verbo divino, Zeferino Zeca, durante uma conferência de imprensa.
Outro assunto de suma importância foi a exigência feita pelo director provincial da Cultura de Luanda, Manuel Sebastião, aos grupos carnavalescos, que a partir deste ano terão de dançar nas ruas dos seus respectivos municípios ou distritos, para dar outro colorido à festa do Entrudo, como era no passado.
O responsável prestou esta informação num breve encontro com os representantes dos grupos e referiu que, além do desfile na Nova Marginal de Luanda, têm de conviver com a sua comunidade, dançando e vibrando de 18 a 22 de Fevereiro.