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09-09-2010 6:38

Galardão
Prémio Maboque de Jornalismo/2010 homenageia Américo Gonçalves

Luanda - O júri do prémio Maboque de Jornalismo/2010 decidiu homenagear o jornalista Américo Gonçalves pelo seu contributo ao desenvolvimento desta profissão no país.
 
 
 
As razões que levaram o júri deste galardão, presidido por Alves António, a escolha de Américo Gonçalves, deveu-se ao facto de ter sido um dos jornalistas que, desde o pós-independência, muito se engajou no trabalho rigoroso da profissão e na transmissão das experiências à nova geração da comunicação social.
 
 
 
O referido profissional, que leva consigo um cheque avaliado em vinte mil dólares, pertenceu ao Jornal de Angola onde se notabilizou, tendo sido responsável do suplemento Vida e Cultura. 
 
 
 
Américo Gonçalves ainda esteve na origem do surgimento do semanário "Angolense" e "A Capital".
 
 
 
Para Reginaldo Silva, que falava através de um vídeo exibido durante a gala do Prémio Maboque de Jornalismo/2010 realizada no Cine Atlântico, disse que Américo Gonçalves é um homem que marcou o jornalismo angolano, quer na vertente cultural, quer política.
 
 
 
“O Américo sempre se caracterizou pela elegância na escrita. Mesmo quando entrava em choque sempre soube utilizar as melhores palavras”, asseverou.
 
 
 
Em declarações à imprensa, o vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, afirmou que Américo Gonçalves é um jornalista que teve a preocupação de formar quadros, pelo que os que puderam ganhar dele esta experiência devem continuar o seu trabalho.
 
 
 
“Creio que aqueles que já puderam ganhar de si a experiência, a qualidade e habilidade vão poder dar a continuidade de todo trabalho que ele desenvolveu. É assim que nós encaramos o ressurgir de quadros novos”, sublinhou.
 
 
 
 
Para Américo Gonçalves, que agradeceu ao grupo César e Filhos pela promoção deste prémio, na vida o apoio dos outros é fundamental em tudo que se faça.
 
 
 
“Muitos camaradas foram importantes para mim nesta trajectória jornalística. Tenho a citar o escritor e jornalista David Mestre que me levou ao Jornal de Angola, a radialista Maria Luísa que me deu força para participar do programa Reencontrar África, ao Arnaldo Santos por me ter permitido criar o suplemento Vida e Cultura do Jornal de Angola”, apontou.





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