Luanda – A vice-presidente da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM), Ruth Neto, disse hoje, em Luanda, que as mulheres africanas almejam uma sociedade mais igual para todos os seus membros.
Em declarações à Angop, por ocasião do Dia da Mulher Africana que hoje se comemora, Ruth Neto considerou que apesar de muito se ter feito, ainda existem muitas arestas por limar, é importante que se crie uma consciência sobre o verdadeiro papel da mulher na sociedade.
“A sociedade tem que se rever, porque esta luta não é de mulheres, nós queremos apenas ser iguais, queremos parceria sem excluir os homens da nossa luta”, afirmou.
Ao recordar o papel das mulheres na luta de libertação, Ruth Neto disse que “no caso de Angola, o MPLA nunca descorou o papel da mulher na organização, apesar de se viver um momento diferente, nós fizemos a nossa parte”.
A antiga secretaria-geral da OMA e também ex-presidente da Organização Pan-Africana das Mulheres, apelou as gerações mais velhas a darem o seu contributo para a consciencialização das jovens mulheres sobre o seu real valor, no quadro dos objectivos da FDIM.
A FDIM tem como objectivos conquistar e defender a igualdade dos direitos e a possibilidade de acesso da mulher em todos os domínios e níveis da vida económica, política, cultural, social e familiar.
Entre vários objectivos, a FDIM luta pela defesa dos direitos das crianças, pela paz, democracia, justiça social, liberdade, auto-determinação, independência nacional, soberania e desarmamento, bem como por um mundo livre de armas atómicas e outras de destruição em massa e protecção do ambiente.
Consta ainda a protecção solidária à mulher e todos os seres humanos vítimas da opressão, agressão, discriminação racial, bem como todos que sofrem da ocupação e dominação estrangeira.