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31-07-2010 17:20

Palestra
Governos devem elaborar políticas finaceiras que viabilizem participação da mulher

Angop
Deputada moçambicana Luísa Diogo
Deputada moçambicana Luísa Diogo

 

Luanda - A deputada moçambicana, Luísa Diogo,  considerou neste sábado, em Luanda, que os governos africanos têm o desafio de elaborar políticas financeiras que assegurem uma participação activa das mulheres no processo de desenvolvimento económico dos países e a melhoria da qualidade de vida deste grupo alvo.

 

Luísa Diogo fez esta afirmação quando proferia a palestra sobre " A participação das mulheres no desenvolvimento dos países africanos, pós independência", que marcou o acto central das comemorações alusivas ao 31 de Julho, data consagrada à mulher de África.

 

 

A parlamentar que focou a sua apresentação em aspectos como o acesso aos órgãos de decisão, à  igualdade do género e desenvolvimento humano, bem como o contributo dado nas lutas pelas independências, afirmou ser necessário criar políticas diferenciadas que permitam à mulher caminhar lado a lado com os homens no processo de crescimento económico dos estados.

 

 

"Se nós  (homens e mulheres) estamos a partir em bases diferentes como podemos caminhar juntos investindo de forma igual, é impossível", frisou.

 

 

Daí, explicou, surge a questão das quotas de acesso aos órgõas do poder (estimada já em 50 porcento), das políticas em relação à equidade de género na escola primária e outras acções de aprendizagem, de acesso à saúde,  dando particular enfoque à área materno infantil e a redução da mortalidade, abastecimento de água e ao empoderamento financeiro.

 

 

Estas questões, referiu, são determinantes para que a mulher possa com maior destaque colocar a sua força nas acções que visam a melhoria da qualidade de vida de todos, tal como foi determinante no pocesso de libertação nacional.

 

Ao partilhar com as dezenas de participantes a sua experiência profissional, a  presidente da Fundação 25 de Julho, adistrita à Frelimo, afirmou que a quota de 50 porcento de lugares nos órgão de direcção para as mulheres não deve ser vista como uma condicionante, mas como um passo à igualdade.

 

 

"Temos de ser capazes de caminhar na direcção da igualdade do género, porque  os países precisam dos dois géneros a trabalhar na sua potência máxima. Necessitam que 100 porcento da sua população esteja motivada no alcance de um mesmo objectivo, o crescimento económico harmonioso", frisou.

 

 

A par do equlíbrio no género, Luísa Diogo disse ser pertinente a conjugação de esforços no combate à violência e a todas as formas de descriminação, bem como a promoção da solidaderiedade feminina como estratégia para vencer os obstáculos encontrados.

 

 

Mestre em Economia e Finanças,  Luísa Diogo ocupou,  entre outros,  o cargo de  primeira ministra de Moçambique. Tem no seu currículo a distinção pela  Revista Times como sendo uma das 100 personalidades mais influentes do mundo e recebeu o prémio de mulher líder.    

 

 

A palestra,  moderada pela ministra do Planeamento,  Ana Dias Lourenço, foi assistida pela vice-presidente da Organização Pan-Africana das Mulheres para a África Áustral, Carolina Cerqueira, secretária-geral da OMA, Luzia Inglês, ministras, vice-ministras, deputadas, secretárias de Estado, representantes da sociedade civil e outros convidados. 






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