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07-03-2010 15:43

Efeméride
Mundo assinala segunda-feira o Dia Internacional da Mulher

Angop/arquivo
Assinala-se segunda-feira, 8, o Dia Internacional da Mulher.
Assinala-se segunda-feira, 8, o Dia Internacional da Mulher.


 

Luanda - Comemora-se segunda-feira, 8 de Março, em todo o Mundo, o Dia Internacional da Mulher, em reconhecimento ao papel desenvolvido na reivindicação de uma participação plena e igualitária na sociedade e na luta contra a discriminação.

 

A data é comemorada desde 1910, em homenagem às mulheres que morreram numa fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, por reivindicarem melhores condições de trabalho.

 

A história  remonta desde 1857, quando operárias desta fábrica de tecidos fizeram uma greve e ocuparam o recinto fabril, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como a redução na carga diária de trabalho, de 16 para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno no ambiente de trabalho.

 

As fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário e as mulheres chegavam a receber apenas um terço do salário de um homem, pelo mesmo tipo de trabalho efectuado.

 

A manifestação foi reprimida com violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que depois foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.

 


O dia 8 de Março começou a ser comemorado em 1910, mas somente em 1975, através de uma resoluação, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Conhecido tradicionalmente como mês da mulher, Março deve servir de reflexão sobre os inúmeros problemas que a camada feminina enfrenta na sociedade, pois, a data significa que se devem resolver as questões que ainda impedem a emancipação progressiva e harmoniosa das mulheres.

 

Neste sentido, é importante que neste mês se realizem conferências, debates e reuniões, cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, no futuro, terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher.

 

Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitas partes do Mundo, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado.

 

Concretamente em Angola, o Governo muito tem feito para resolver a questão do género, um problema discutido em vários fóruns mundiais.

 

Prova disso é o aumento do número de mulheres que ocupam actualmente cargos de decisão em Angola, um compromisso assumido por sua excelência o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

 

A participação das mulheres nos órgãos de decisão do país passou de 9,5%, em 2004, para 40%, em 2009, a todo o nível, com destaque para o Parlamento, onde a camada feminina é representada por 39%, contra 12% em 2004.


O Governo angolano tem desenvolvido esforços para valorizar a mulher. Na realidade, é uma vitória das próprias mulheres, que têm lutado para esta conquista na sociedade.

 

Esta conquista foi realçada no dia 4 de Março de 2009, pela vice-ministra da Família e Promoção da Mulher, Ana Paula Sacramento, quando discursava, em Nova Iorque, na 53ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a condição da mulher.

 

Segundo a vice-ministra, continua nas prioridades das políticas do Governo angolano a promoção da igualdade no género, baseada em programas, que visam o desenvolvimento harmonioso do país, o bem-estar das famílias e a consolidação da democracia.

 


A Organização da Mulher Angolana (OMA) apoia a "tolerância zero", decretada pelo Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, e manifesta a sua firme disposição de participar activamente nas campanhas de alfabetização, formação profissional e defesa dos direitos das mulheres.
 

 

A jornada “Março Mulher” no país está a decorrer sob o lema “Mulheres Angolanas mais rigor, mais transparência e melhor governação”.

 

 


 






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