Luanda - A ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, advogou nesta terça-feira, em Luanda, maior equilíbrio do género, com igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres, com vista a um desenvolvimento rápido e eficaz das sociedades.
A governante fez esse pronunciamento durante uma actividade alusiva ao 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, na qual realçou que, só com o empenho conjunto de mulheres e homens, será possível melhorar a relação no género e criar-se sociedades cada vez mais justas.
Do seu ponto de vista, essas sociedades devem basear-se na igualdade de direitos e oportunidades.
"Devemos ter consciência que as sociedades não teriam sentido se só existissem mulheres ou homens, atendendo que as nações precisam de todos de mãos dadas, para construção de um futuro harmonioso e desejável", disse.
A titular da pasta do Minea enfatizou que o Dia Internacional da Mulher não deve ser encarado como uma data de combate entre mulheres e homens, mas como uma jornada de reflexão comportamental, para em conjunto erguer-se um país onde ninguém se sinta em situação de superioridade ou inferioridade.
Sobre a igualdade do género no país, a também engenheira referiu que Angola é exemplo a seguir, devido as suas estratégias de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, embora ainda existam preconceitos em algumas áreas.
Recordou que o analfabetismo e a falta de oportunidades prejudicou fundamentalmente a mulher, mas as novas estratégias gizadas pelo Governo, como um maior acesso ao ensino, está a permitir que paulatinamente a classe feminina ocupe espaços de relevo em diferentes ramos de desenvolvimento.
Participaram do evento funcionárias das diferentes áreas do ministério, directores, funcionários seniores, entre outros técnicos do sector, com destaque para o secretário de Estado da Energia, João Baptista Borges.
A iniciativa contou com momentos de animação cultural como declamação de poesias, teatro, relacionado com casos de violência doméstica, sorteio de brindes, entrega de prémios para a funcionária mais antiga, a trabalhadora mais simpática e para participante com o melhor traje africano.
O Dia Internacional da Mulher foi criado em homenagem a 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova Iorque, Estados Unidos de América (EUA), que no dia 8 de Março de 1857, reivindicaram por uma redução da sua jornada laboral de 16 para dez horas de trabalho, direito ao voto e a ganharem o mesmo salário que os homens, assim como um tratamento mais digno no serviço.
A data só foi adoptada pelas Nações Unidas (ONU) em 1975 para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, assim como para combater a discriminação e a violência que muitas delas ainda estão sujeitas em todo o mundo.