Ondjiva – Um estudo de auditoria ambiental sobre as causas e efeitos das cheias na província do Cunene foi apresentado quinta-feira, na cidade de Ondjiva, pelo Mistério do Ambiente.
O estudo foi realizado em 2009 e visou identificar o impacto ambiental, os prejuízos humanos e materiais, bem como apontar as zonas de maior influência do fenómeno natural (cheias).
O consultor do Ministério do Ambiente, Joaquim Pitas, que procedeu a apresentação do documento, afirmou que o estudo é uma forma de ajudar as autoridades a adoptar algumas medidas concretas para assessorar as acções do governo nas obras de contenção e atenuar os efeitos das enchentes nesta região sul do país.
Joaquim Pitas sublinhou que durante as pesquisas identificou-se os municípios de Ombadja, Kwanhama e Cuvelai, como zonas de máxima influência das cheias, por serem circunscrições onde se verifica uma desmatação intensiva da fauna e flora, cursos de águas degradados e construção de infra-estruturas sobre os canais das linhas das águas, dificultando o seu escoamento.
Por seu turno, a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, considerou o estudo oportuno, tendo em conta que ajuda na identificação das causas deste fenómeno que tem grande repercussão na vida sócio-economica da população local e consequente o desenvolvimento da província.
Fruto deste trabalho, a ministra considerou ser necessário concertar a acção integrada com outros sectores para que se possa instalar um sistema de alerta das alterações dos níveis dos cursos das águas e monitorização permanente da situação da região.
Já o governador do Cunene, António Didalelwa, que assistiu a apresentação do estudo, disse que o mesmo irá servir ainda como instrumento monitorizador para a adopção de novas medidas para aliviar o sofrimento da população futuramente.
Este é o terceiro ano consecutivo que se registam cheias no Cunene e na presente época o fenómeno atingiu bastante o município do Cuvelai, causando a destruição de residências, o corte da ligação rodoviária com Ondjiva, capital do Cunene.
As cheias afectaram, até ao momento, 10.879 pessoas, deixando ainda cinco mil e 805 alunos sem aulas e a destruição de 400 campos agrícolas.