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09-03-2010 21:45

Apelo
Bispos católicos solicitam maoir protecção às crianças acusadas de feitiçaria


Luanda - Os bispos da Igreja Católica solicitaram hoje, terça-feira. em Luanda, maior protecção as vítimas de acusação de feitiçaria, em especial as crianças, e a responsabilização criminal  dos seus autores, visando o bem estar social.

 


Este apelo foi feito durante o encontro mantido com a sexta comissão da Assembleia Nacional em que estiveram em análise questões relativas a  obra social da igreja no domínio da educação, saúde, protecção da infância e formação profissional, bem como o estado da comunicação social, a proliferação de ceitas religiosas e o código da família.

 


Segundo o bispo de Mbanza Congo,  Dom Xingo ya Hombo, a feitiçaria é um verdadeiro terrorismo cultural, cuja crença aliada a pobreza em que vivem as famílias tem levado as pessoas a cometer actos desumanos, cujas principais vítimas são os velhos e crianças, sobretudo na zona leste e norte do país.

 


Afirma que várias crianças são violentadas e afastadas das suas famílias sob esta acusação sem que os seus autores tenham a devida punição, pois apontam como justificação dos seus crimes motivações culturais.

 


Como solução para este problema a igreja aponta   a melhoria das condições sociais das familias, maior investimento na saúde, educação  e a evangelização da comunidade.

 


"A doença é sempre justificação para a ida ao feitiçeiro e a ignorância leva as pessoas a acatarem conselhos absurdos que atentam contra os direitos humanos daí a necessidade de garantir mais acesso aos hospitais e as escolas em todos os pontos do país",. frisou.

 

Por outro lado, refere, devem ser criadas condições para a recuperação psicológica das vítimas e reitegração social, pois a discriminação afecta o seu desevolvimento.             

 

Outra preocupação apresentada aos deputados é a proliferação de ceitas religiosas pelo país, muitas das quais com práticas contrárias a  lei  divina, entre as quais o fomento na crença pelo feitiço para se afirmarem como libertadores deste mal.

 

Para o clero, o surgimento é o resultado da má utilização do princípio da liberdade de culto plasmado na constituição, desejo de protagonismo social, ambição do lucro e aproveitamento da ignorância religiosa do povo para se expandir rapidamente.

 

Por este facto, os bispos católicos afirmam que o Estado deve prestar mais atenção a este fenómeno para evitar futuros conflitos sociais e culturais.

 

No final do encontro, o presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço,  referiu que  a igreja católica é um dos principais parceiros sociais do governo angolano na  solução dos seus  problemas  que afectam os angolanos, em especial nos dominios da educação, saúde, infância e outros.

 

Segundo o deputado, a conjugação de esforços  é a única via para se alcançar de facto o bem estar da comunidade, identificar as falhas  e corrigir os erros, razão pela  qual a sexta comissão está a promover o debate com as diversas instituições para auscultar as suas preocupações  e conhecer os seus programas de acção.
                

 

 






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