Ondjiva – O coordenador executivo da Comissão de Protecção Civil no Cunene, Joaquim Domingos, revelou sexta-feira em Ondjiva que o número de pessoas afectadas pelas cheias tem aumentado e já vai em 12 mil, contra os 10 mil e 879 mil anunciados anteriormente.
Segundo o responsável, cada dia que passa as águas das cheias vão tomando contornos diferentes, inundando novas zonas da província e mais pessoas estão a ser afectadas por este fenómeno que as deixa sitiadas e desabrigadas.
Joaquim Domingos disse que todos cidadãos, vítimas das cheias, quer os desalojados e os que se encontram em áreas sitiadas, estão a receber o devido apoio logístico por parte das autoridades no concernente a bens alimentares, fármacos, mantas, mosquiteiros, tendas e outros meios necessários.
Sublinhou que neste ano as cheias começaram na comuna da Mupa, deixando submersas as várias infra-estruturas socioeconómicas na jurisdição, pelo que a Comissão Nacional de Protecção Civil tem sabido corresponder com as necessidades dos sinistrados para que não passem privações.
Sobre o quadro actual, adiantou que a situação está controlada, uma vez que os trabalhos de contenção para minorar os efeitos deste fenómeno natural decorrem em ritmo acelerado nos arredores da capital do Cunene.
Este é o terceiro ano consecutivo em que se registam cheias no Cunene e na presente época o fenómeno mostra-se crítico no município do Cuvelai, onde a ligação rodoviária com Ondjiva está interrompida .
Neste momento cerca de 12 mil pessoas estão afectadas, cinco mil e 805 alunos sem aulas, 400 campos agrícolas destruídos e diversas casas derrubadas pelas águas das cheias.