Luanda – Pessoas dos mais variados estratos sociais em Luanda começaram já a se preparar para comemorarem o 14 de Fevereiro, consagrado a São Valentim, também conhecido como o dia dos Namorados.
Estes preparativos resumem-se na compra de brindes para a troca nesse dia, em que o romantismo constitui a nota mais dominante da efeméride.
Numa ronda efectuada hoje pela Angop, em locais de grande concentração populacional, foi possível apurar-se que apesar de faltarem ainda alguns dias, é grande o afluxo de pessoas que já começam a encomendar os seus presentes em diversos estabelecimentos afins.
Ernestina Diogo, por exemplo, estudante universitária, referiu que já se decidiu quanto ao presente a entregar ao seu namorado, nomeadamente uma camisola timbrada com o nome de ambos, simbolizando o amor que os une.
“A minha preocupação não está em ofertar algo muito caro, mas, um bem que fique marcado e que mostre verdadeiramente o quanto o amo”, observou.
Beatriz Alface Fénix, educadora de infância, avançou, por seu lado, que são muitas as opções idealizadas mas, decididamente, disse que vai ofertar uma gravata e uma esferográfica, ao seu cara-metade.
“Esta data não pode passar como as demais, pois tem uma importância especial. No dia catorze nós temos mais abertura para mostrar o amor que um sente pelo outro dando um novo ânimo na relação”, argumentou.
Kilamba de Almeida, de 30 anos de idade, disse à reportagem da Angop que não compreende o porquê de só nesse dia se verificar um frenesim na procura de brindes pois, em seu entender, todos os dias devem ser "dias de S.Valentim".
"Os verdadeiros sentimentos devem ser demonstrados diariamente", justificou-se. Disse que vai oferecer à sua companheira um ursinho de peluche e, vai levá-la a assistir, uma boa sessão de teatro, cujo tema, esteja ligado ao amor.
São Valentim foi um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao dia dos Namorados em muitos países, onde se celebra esse dia.
Durante o governo do imperador romano Cláudio II foi proibida a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.
Nesta senda, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e decapitado no dia 14 de Fevereiro dos anos 270 antes de Cristo, daí a razão da consagração da data como alusiva aos namorados.