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05-11-2009 19:39

Formação
Ensino de línguas estrangeiras ajuda falantes a conhecer melhor seu próprio idioma

Angop
Directora-geral da Alliance Francaise de Luanda (AFL), Martine Cerdan
Directora-geral da Alliance Francaise de Luanda (AFL), Martine Cerdan
Luanda – A directora-geral da Alliance Francaise de Luanda (AFL), Martine Cerdan, disse hoje (quinta-feira), em Luanda, que o ensino de línguas estrangeiras ajudam os falantes a conhecer melhor a sua própria língua, bem como a cultura de outros povos.
 
Martine Cerdan, que falou à Angop sobre o ensino da língua estrangeira em Angola e os serviços dos tradutores durante o CAN2010, fez saber que o individuo que aprende outras línguas não só aprende termos do seu idioma que não sabia, mas também aprende a reconhecer o outro e aceitar a conviver com as diferenças.
 
Para ela, quem aprende uma língua estrangeira viaja na cultura desse povo, daí que a Alliance Francaise se transformou hoje num centro de referência, por permitir que outras instituições adoptem o mesmo método e a mesma perspectiva de comunicação e de interacção dentro de salas de aulas.
 
“Por ser um instrumento muito importante, a Alliance fez grandes investimentos em conteúdos, entre os quais a criação de uma mediateca com mais de seis mil livros e documentos pedagógicos gerais, que servem, não apenas de suporte aos estudantes, mas como um veículo de transmissão de cultura”, disse.
 
Na missão de difundir o ensino da língua, acrescentou, os trabalhos são feitos em quatro sessões, realçando que o próximo ano passará para seis sessões, mas com a mesma carga horária, devido ao facto de os estudantes estarem sempre com muita pressa em aprender.
 
“O ensino da língua francesa em todo mundo tem seis níveis, sendo o terceiro, designado B1, o nível mínimo para o estudante poder se comunicar de uma forma geral, o nível B2, que dá todas as ferramentas literárias ao falante, sem ter que reduzir as suas ideias”, disse.
 
Nos dois últimos níveis o indivíduo usa a língua não como instrumento de aprendizagem, mas para fazer outras tarefas da vida, ou seja, são níveis requeridos a estudantes que queiram frequentar as universidades francófonas.
 
Os primeiros níveis, que são A1 e A2, como os outros têm uma carga de 50 horas, num período de dois meses e meio, com duas a três sessões por semana, num pacote que custa 120 dólares americanos.
 
A Alliance Francaise de Luanda recebe, frequentemente, durante um ano, cerca de dois mil alunos, desde a sua criação em Angola a mais de 20 anos.





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