Luanda - A secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais, Rosa Pacavira, afirmou segunda-feira, em Luanda, que a medicina tradicional sempre desempenhou um papel de transcendental importância, pois tendo uma população que dispõe de poucos recursos para o acesso à medicina convencional encontra alternativa no uso de plantas para cuidar da saúde.
A responsável que falava durante o acto de abertura da conferência nacional de medicina tradicional, referiu que em função das várias mudanças ocorridas no plano político e socioeconómico dos anos 80 e 90, do século passado, muitos países da América Latina foram recorrendo a alguma práticas populares dentre elas o uso terapêutica das plantas medicinais.
"Além da crença sobre o poder da cura desta ou daquela planta, ao longo das últimas décadas, a fototerapia evoluiu e sofisticou-se, permitindo um maior conhecimento sobre o poder curativo das plantas que não pode ser mais considerado como uma tradição passada de pais para filhos, mas como uma ciência, que vem sendo estudada, aperfeiçoada aplicada" avançou.
Notou que a abundância em Angola de diferentes espécies vegetais nativas e o seu conhecimento pelas comunidades locais nas diferentes regiões do país foi tornando fácil a sua acessibilidade como o baixo custo para a preparação de infusões.
As terapias e práticas alternativas complementares reforçam o sentimento de que muitas delas são acções para a promoção da saúde, sendo baratas e fácil de aplicar, pelo que o alcance das mesmas por muita gente poderia ser aplicados em grande escala, dando mais opções de tratamento, além do convencional alopático medicamentoso, incorporando inclusive o saber do usuário.
Salientou que, embora seja um recurso autêntico do saber popular tradicionalmente usado no seio familiar e socializado nas relações da vizinhança, o conhecimento das plantas com a sua propriedade terapêutica e formas de utilização não são baseadas somente no saber adquirido do senso comum.
Por fim, frisou que os medicamentos extraídos das plantas têm comprovado a existência do valor terapêutico e dos princípios activos pela ciência.