Soyo – Doze mortos, em 283 casos de cólera, foram registados de Janeiro a Junho do corrente ano nas diversas unidades sanitárias da região, informou hoje o chefe da Repartição Municipal da Saúde no Soyo, província do Zaire, Mariano do Carmo Gaspar.
De acordo com o responsável, os bairros e povoações do 1º de Maio, Kicudo e Ilha do Zola apresentaram-se com maior incidência endémica, estando na base a higiene pessoal e o fraco saneamento básico.
Para estancar a prevalência, a repartição municipal da Saúde do Soyo promoveu várias acções de sensibilização da população, no sentido de acatar todas as medidas de prevenção, com a intervenção das autoridades sanitárias, incluindo encontros de massa.
Nesta quinta-feira, as autoridades sanitárias reuniram-se com os sobas da sede da jurisdição, num encontro que contou com a presença de dois técnicos seniores do Programa de Emergência do Ministério da Saúde, para, dentre outras questões ligadas à transmissão das normas de higiene à população, recomendar a caça de cães e gatos vadios, suspeitos por outras das potenciais fontes da cólera.
A equipa técnica vai levar o mesmo trabalho a Mbanza Congo (a capital da província do Zaire) e na localidade do Kinzau, no litoral, jurisdições que se mostram igualmente com algumas prevalências da doença.
Mariano Gaspar descartou a hipótese de infecção da água pública, justificando que ela é devidamente tratada, admitindo que tal possibilidade provocaria a contaminação em massa da doença aos cidadãos. “A época de chuva não registou grandes quedas pluviométricas como tem acontecido em épocas regulares”, acrescentou.
Tranquilizou que o surto se encontra sob controlo, uma vez que há três dias as unidades sanitárias da região não registaram nenhum caso. Segundo esclareceu, a situação ainda não pode significar fim do surto, já que tal avaliação só se confirma desde que ocorram mais de 21 dias.
As autoridades tradicionais, em especial, levaram como recomendação a mobilização dos cidadãos para a promoção da higiene, saúde, saneamento e cuidados com o meio ambiente, num trabalho que deve ser aderido por outras estruturas e serviços nas localidades.
Uma campanha de distribuição de lixívia é levada a cabo pela Repartição Municipal do Soyo a todas as comunidades da cidade e das comunas, para a desinfecção da água de consumo.