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14-06-2012 17:34

Saúde
Redução de casos de malária deve-se a factores sociais e climáticos

Angop
Director Nacional do Programa de Luta contra a Málaria, Filomeno Fortes
Director Nacional do Programa de Luta contra a Málaria, Filomeno Fortes
Luanda - A redução dos casos de malária no país deve-se a factores sociais e climáticos, afirmou hoje, quinta-feira, o director nacional do programa desta doença, Filomeno Fortes.
 
Ao informar ao Mecanismo de Coordenação Nacional do Fundo Globa Angola, Filomeno Fortes apontou a fraca queda pluviométrica, a melhoria na qualidade de atendimento hospitalar, o acesso aos anti-maláricos e aos mosquiteiros impregnados com insecticida como factores que estão na base da redução do número de casos.
 
Acrescentou que os casos reduziram de 20 mil para seis mil por ano.
 
Para reduzir ainda mais, Filomeno Fortes disse que o Governo traçou como metas para 2012 o aumento da cobertura de confirmação de diagnóstico a 60 porcento, a reciclagem de 200 técnicos de saúde nas áreas de diagnóstico, tratamento e disponibilizar cinco milhões de tratamentos e dois milhões de testes rápidos para as unidades sanitárias. 
 
Das metas constam ainda efectuar a quimioprofilaxia da malária a 60 porcento das grávidas que acorrem à consulta pré-natal com sulfadoxina-pirimetamina, distribuir dois milhões de mosquiteiros, criar as condições para a operacionalização das Inciativas Trans-Cunene e Trans-Zambeze, e lançar o primeiro projecto de pré-eliminação da malária no Namibe, por ter prevalência baixa em relação às outras províncias.
 
Consta ainda das metas traçadas para este ano implementar projectos de pesquisa de doenças febris na província do Huambo, visto ser a que maior índice apresenta, presumindo-se que muitos casos não estejam relacionadas com a malária.
 
Pelo facto, deu-se início, em Janeiro deste ano, a um estudo da relação dos casos febris com outras doenças como a Dengue que se presume que circula também em Angola. Outras doenças em estudo são Chikungunya, Lptospirose e Rotavirus.
 
Em relação ao rotavirus, os resultados preliminares apontam para uma prevalência de 51 porcento em crianças menores de cinco anos, com diarreia. Há perspectiva de introdução a médio prazo da vacina em Angola.
 
Monitorar a eficácia do projecto de luta anti-larvar, implementação de um sistema eficaz de monitorização das rupturas de stocks de medicamentos e testes rápidos e reforçar as acções de mobilização comunitária e educação para saúde são outros objectivos para este ano.





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