Luanda - O director nacional de medicamentos e equipamentos, Boaventura Moura, admitiu a hipótese de os medicamentos para o tratamento da malária estarem a ser desviados dos hospitais públicos, em detrimento da população necessitada.
Em declarações hoje à Angop, à margem do encontro do Mecanismo de Coordenação Nacional para o Fundo Global, explicou a circulação de medicamentos de estampa pública no sector privado leva a presumir que estes estão a ser desviados dos hospitais.
Acrescentou que estão a ser feitas averiguações e caso se conclua haver desvios, os seus responsáveis serão responsabilizados judicialmente.
De acordo com o mesmo, o Coartem de lâmina única, que comporta 24, dezoito, 12 e seis comprimidos, é de uso exclusivo público, enquanto o de caixa com quatro lâminas de seis dragéias pode ser vendido.
Boaventura Moura disse, por outro lado, que a ruptura de stock que algumas vezes se registam deve-se por parte ao insuficiente número de importadores de fármacos para a tuberculose, malária e VIH/Sida, que são apenas dois, por não conseguirem suprir a demanda.
A ruptura nas unidades públicas muitas vezes faz com que os privados especulem os preços dos medicamentos, sublinhando a necessidade de esforços para não haver falta dos mesmos.
Acrescentou que há previsões do aumento do número de importadores e a sua designação por regiões do país, como forma de fazer chegar os medicamentos a todo território angolano.