Luanda – O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola, Christopher McMullen, visitou esta terça-feira os escritórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, a convite do seu representante, onde foi informado sobre a situação da interrupção da transmissão da pólio no país.
Segundo uma nota de imprensa, enviada hoje, quarta-feira, à Angop, a visita serviu para saber dos esforços para a implementação do programa de interrupção da transmissão da pólio em Angola.
Durante o encontro, Christopher McMullen observou uma retrospectiva da situação da pólio em África e em Angola, assim como as expectativas dos diferentes voluntários de Portugal, Brasil, Peru, Colômbia, Índia, Moçambique e Paraguai, com destaque para as experiências dos que participaram em 2011 no trabalho de vacinação, vigilância epidemiológica e na mobilização social, nas áreas mais remotas em Angola.
Ainda segundo a nota, o representante da OMS, Rui Vaz, ao apresentar os progressos contra a pólio realçou uma redução significativa no número de casos em Angola, os quais diminuíram de 33 num total de 18 municípios em 2010, para apenas cinco casos em dois municípios até finais de 2011.
Rui Vaz destacou também o aumento do financiamento dos custos operacionais por parte do governo de Angola, que hoje assume 89% do orçamento para a erradicação da pólio, assim como a recente contribuição de cinco milhões de dólares concedidos à OMS para apoio à implementação do programa de emergência contra esta epidemia.
No final da visita, o Embaixador dos EUA agradeceu a oportunidade de ouvir as principais expectativas dos voluntários internacionais, que serão colocados no final desta semana nas províncias e municípios para contribuírem na implementação do plano de emergência para a interrupção da pólio em Angola, incluindo os que já estiveram no país anteriormente.
Christopher McMullen saudou os esforços que o Governo angolano, a OMS e o UNICEF têm desenvolvido para apoiar na solução dos problemas de saúde pública e realçou a inteira disponibilidade do seu país em continuar a contribuir para a interrupção da transmissão da pólio e a melhoria do estado de saúde da população angolana.