Malabo, (Do enviado especial) - O director regional da OMS/AFRO, Luís Gomes Sambo, exortou hoje, em Malabo, Guiné Equatorial, para que avaliem de modo concreto o nível de emergência e de disseminação da tuberculose multi-resistente (MDR-TB) e ultra-resistente (XDR-TB), complicações com alta prioridade que continuam a colocar graves obstáculos a saúde das populações na região africana.
A multi-resistência é provocada por bactérias resistentes a Isoniazida e a Rifampicina, os medicamentos mais eficazes e resulta de uma infecção primaria por bactérias resistentes, ou por manifestar-se durante o tratamento do paciente, enquanto a ultra-resistente é causada por bactérias também resistentes a estes fármacos e por alguns medicamentos de segunda linha.
Luís Gomes Sambo informou que entre Janeiro de 2007 a Dezembro de 2009, 33 Estados-membros notificaram 22.032 casos de multi-resistência, tendo oito notificados mil 501 de ultra-resistência.
Para ele, os países enfrentam desafios na luta contra este problema devido aos níveis insuficientes de sucesso no tratamento, ausência generalizada de medidas de controlo da infecção nas comunidades e unidades de saúde, políticas, manuais e directrizes desactualizadas e serviços laboratoriais sem a necessária garantia de qualidade.
Acrescem-se ainda a vigilância insuficiente da tuberculose resistente aos medicamentos, padrões deficientes de cuidados, disponibilidade inadequada de fármacos de segunda linha, longa duração do tratamento, custo elevado do tratamento, entre outros problemas.
A região africana acolheu, com cerca de 12 por cento da população mundial, contribuiu em 2007 com cerca de 22 por cento dos casos notificados da doença.