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02-09-2010 12:44

Guiné Equatorial
Angola aprova fundo para situações de emergência de saúde

Angop
Ministro da Saúde, José Van-Dúnem
Ministro da Saúde, José Van-Dúnem

Malabo - A República de Angola apoia a proposta da criação do Fundo Africano para situacões de emergência de saúde pública , apresentado pelo director regional da OMS, Luís Gomes Sambo, que está em debate hoje, na  60ª sessão em Malabo, Guiné Equatorial.


 
Em declrações à Angop, o chefe da delegação angolana, o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, disse que a criação do Fundo é oportuna, visto que a região africana debate-se com inúmeras calamidades e epidemias. 


 
Acrescentou que o fundo é ainda importante porque os países da região possuem sistemas de saúde fragilizados, acesso aos cuidados primarios de saúde limitado.


 
Para o governante, o fundo vai aumentar a capacidade de resposta de uma organização, que é a OMS, que têm ajudado os países, principalmente numa altura em que denota uma redução drástica da economia a nível mundial. 


 
Mas José Van-Dúnem defende discussões posteriores sobre alguns pontos constantes do projecto de resolução, tal como o montante que cada país deverá comparticipar.


 
Entretanto, alguns chefes de delegações e ministros da Saúde  alegam que deverá ser revista a comparticipação, a gestão do fundo e que o mesmo não sirva apenas para financiar situações de emergência, mas também de prevenção.

 
Alguns propuseram que o escritorio regional encete  contactos com outras organizacões internacionais para colher experiências, bem como que se realize um encontro de ministros das finanças dos países membros para se pronunciarem a propósito.


 
Por outro lado, grande parte dos participantes afirmaram que um fundo daquela dimensão é muito importante, porque países da região têm vivido situações de calamidade e epidemias onde se perdem muitas vidas humanas e que só com apoios de outros têm sabido contornar.       


 
Luís Gomes Sambo defende que as sugestões dos delegados são pacificas, mas que deve-se ter em conta que o contexto de financiamento não é  bom, pois há dificuldades orçamentais das agências internacionais que apoiam.


 
Acrescentou que o montante estipulado do fundo para a contribuição dos 46 estados membros não é comparável ao do fundo dos países da região americana, em que cada um comparticipa com o mesmo valor.


 
Por isso, apela à comprensão de todos, pois enquanto se espera, muitas vidas se perdem em África, devido a epidemias e calamidades muitas das quais provocadas pelo próprio homem.


 
Quanto à sugestão sobre a decisão dos ministros das Finanças, frisou que os titulares da saúde têm o papel fundamental de convencer os chefes de Estado, poís há reacção positiva de muitos deles  e dever-se-ia aproveitar este fundo o mais rápido possível.


 
Entretanto aceita as sugestões de que se incorpore as contribuições apresentadas para se melhorar o documento e que se inclua a tabela das diferentes comparticipações de cada país.


 






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