Malabo, (Do enviado especial) - Os países foram instados, terça-feira, a adoptar e usar a Cibersaúe-definida pela OMS como um modo seguro e com boa relação custo-eficacia de usar as tecnologias de informação e comunicação (ICT) na saúde e áreas correlacionadas, a fim de contribuir para o reforço dos sistemas de saúde e melhorar os seus produtos.
Ao fazer este apelo, Luís Sambo afirmou que " a Cibersaúde pode contribuir de vários modos para o reforço dos sistemas de saúde, melhorando a oferta, qualidade e uso de informações e dados factuais, com o reforço dos sistamas de informação sanitária e de vigilância da saúde pública, desenvolvimento dos profissionais e a melhoria do seu desempenho, entre outros factores".
O director regional apontou alguns desafios que os países deverão enfrentar na adopção e aplicaçãao das soluções da Cibersaúde, como estruturas e servicos de ICT deficientes e inadequados e pouca capacidade para os utlizar, reduzida consciência dos potenciais
beneficios do uso deste intrumento, recursos financeiros inadequados, ausência de um ambiente propício a política e problemas com a falta de liderança, coordenação, monitorização e avaliação.
Considera que apesar destes desafios, existem oportunidades para planear e instalar soluções de Cibersaúde na região africana, pelo que propõe um plano de acção com sete pontos integrados no contexto da implementação das Declarações de Argel e de Ouagadougou, que proporciona maior acesso aos instrumentos e serviços da Cibersaúde.
Incluem, entre eles, a promoção do empenhamento político e da consciencialização, a nível nacional, face a Cibersaúde, a criação de um ambiente político propício, o reforço da liderança e da coordenação, a construção de infraestruturas e a criação destes serviços.
Sambo apontou ainda alguns dos importantes projectos de Cibersaúde na região, nomeadamente a Rede de Telemedicina para os países africanos de Língua Oficial Francesa, o Acesso a Iniciativa para a Investigação, o Projecto Ciberportuguês e o projecto Pan-africano de Ciber-rede.
Acrescentou que diversos países da região estão a implementar projectos de telemedicina e de ensino a distância, alguns recorrendo a telemóveis para a prestação de cuidados de saúde, consciencialização e formaçao, recolha remota de dados, monitorização e cuidados ao domicílio remotos, transmissão de instruções de tratamento a pacientes e notificação e resposta a surtos de doenças e situações de emergência.
Outros países utilizam tecnologia de satelite para difundir mensagens de promoção da saúde aos pacientes e profissionais de hospitais e clínicas.