Malabo (Do enviado especial) - O director regional da Organização Mundial para Africa, Luís Gomes Sambo, propôs hoje, segunda-feira, ao Comité regional a criação de um fundo africano para situações de emergência da saúde pública.
Para Luís Sambo, este fundo visa melhorar o financiamento para a prevenção de catástrofes, preparação para situações de emergências e a recuperação dos sistemas de saúde pós-emergência.
O director regional lamenta, no seu discurso no acto de abertura da 60 sessão da organização, o facto de haver um desenvolvimento lento em termos de saúde na maioria dos países da região, convidando-os a compartilhar e a melhorá-la, com a actualização das políticas nacionais e implementação eficaz dos vários programas disponíveis.
Acrescentou que a situação sanitária é preocupante devido ao recrudescimento de varias epidemias, principalmente de muitas que já estavam em fase de eliminação em alguns países, agravada ao acesso reduzido a água, à pobreza, entre outras causas, que se tornam um fardo na vida das populações.
Por isso, apela aos Estados no sentido de criarem projectos de saúde que privilegiem as populações mais desfavorecidas, sublinhando ter havido um incremento de acções a vários níveis em muitos países da região, mas poucos estão em vias de alcançar os Objectivos do Milénio.
Manifestou-se preocupado com a actual situação económica e financeira, sublinhando que a região está confrontada com um défice orçamental que vai reduzir a capacidade de resposta do comité africano.
Falando sobre o fardo provocado pelas varias doenças que afectam a região, disse ter havido progressos apesar de muitas como o sarampo e a poliomielite continuarem a fazer vítimas, anunciando que a OMS acabou de classificar uma nova vacina contra a meningite, o que traz esperanças satisfatórias.
De acordo com Luís Sambo, esta reunião tem lugar num contexto muito particular de desafios e de oportunidades para a região, frisando "enfrentamos uma crise económica, mas a saúde está também a ser reconhecida como um factor essencial para o desenvolvimento económico e social, para a paz e estabilidade".
Pretende-se, disse, que esta 60 sessão do comité regional africano apresente contributos para todas estas questões críticas a escala mundial, relacionadas com as prioridades sanitárias e o desenvolvimento humano neste século.
"As populações africanas que mais sofrem com o impacto da pobreza, com as catástrofes humanitárias, epidemias e com o fardo das doenças estão a espera de soluções para os seus problemas, asseverou.
Luís Gomes Sambo louvou os esforços das comunidades, governos e parceiros do desenvolvimento sanitário na melhoria dos resultados na saúde em Africa, no sentido da consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio relacionados com a saúde.