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29-07-2010 17:17

Doação
Membros da OMA visitam Maternidade Central de Luanda

Luanda - Membros do Comité Provincial da OMA de Luanda visitaram hoje a Maternidade Central Lucrécia Paim, onde doaram artigos diversos, no âmbito das celebrações do 31 de Julho, Dia dedicado à Mulher Africana.

 

 

A delegação ofereceu fraldas para os recém-nascidos, leite, sumos e bolachas, assim como pensos higiénicos para as mães.

 

 

Falando à imprensa, no final da visita, a secretária provincial daquela organização feminina do MPLA, Eulália Rocha, disse que a escolha da maternidade deveu-se ao facto de “ser neste lugar onde as trabalhadoras são maioritariamente mulheres".

 

 

De igual modo, explicou, o comité optou por deslocar-se àquele local porque “as maternidades recebem parturientes que vêm dar à luz a pessoas que completam a sociedade e, num futuro próximo, podem ser os dirigentes do país".

 

 

Mostrou-se preocupada com as condições de acomodação, uma vez que cada cama acolhe duas ou três pacientes.

 

 

Para si, deve-se criar condições para que as salas de parto na periferia continuem a funcionar em pleno, a fim de evitar-se que as pessoas percorram grandes distâncias e tenham de recorrer às maternidades ou hospitais grandes.

 

 

Dessa forma, considerou, podia-se evitar que muitos partos fossem feitos fora das maternidades.

 

 

Acrescentou que a organização tem feito trabalho de sensibilização nas comunidades para a preparação do pré-natal, tendo enaltecido, por outro lado, o trabalho de todos os que labutam naquele estabelecimento hospitalar.

 

 

Por sua vez, o director geral da Maternidade, Abreu Pecamena Tondesso, disse que a instituição atende a um grande número de pacientes, fruto do crescimento demográfico de Luanda.

 

 

“A Maternidade Lucrécia Paim tem estado a resolver os problemas mais complexos, que é a sua missão”, disse.

 

 

Do seu ponto de vista, outra razão dessa demanda é o facto de o Hospital Geral ter sido encerrado, devido a fissuras que o edifício apresenta.

 

 

Em relação aos problemas da maternidade, apontou como principal a falta de pessoal para atender as pacientes, uma vez que o existente é o mesmo de há dois anos.

 

 

Disse que a maternidade teve um acréscimo de mil partos a mais por ano, no período de 2006 a 2009.

 

 

Em 2006, fizeram 19 mil partos e em 2009 25 mil 166 partos, que devia ser acompanhado pelo aumento de recursos humanos.

 

 

Em termos de mortalidade infantil, Abreu Tondesso disse não ter havido aumento, tendo inclusive “decrescido de mil para 800".

 

 

A luta da instituição, adiantou, é baixar para os dois dígitos, tendo em conta o número de hospitais que o governo está a construir na capital do país.

 

 

O director geral apontou como principais causas de morte no  Lucrécia Paim as hemorragias, a hipertensão e as infecções, muitas delas causadas por abortos.

 

 
“Temos que melhorar o nosso serviço e o plano do governo. Esperemos que o nosso povo tenha um serviço com qualidade e humanização", concluiu.





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