Luanda - O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, empossou nesta segunda-feira em Luanda, os novos quadros nomeados para as direcções dos Hospitais Josina Machel e Américo Boavida, no âmbito do seu programa que visa dinamizar o funcionamento das instituições e garantir uma melhor prestação de cuidados à população.
José Van-Dúnem empossou Alberto Zuzi Paca Massoco, para o cargo de director geral para o Hospital Josina Machel e Leonardo Inocêncio como director clínico, enquanto na Maternidade Lucrécia Paim tomaram posse Manuela Sotto Mayor e Ema Rodrigues como directora clínica e de enfermagem, respectivamente.
Constantina Furtado Machado é a actual directora-geral do Hospital Américo Boavida (HAB), enquanto Maria Antunes responde pela área clínica. António Matemba foi empossado para o cargo de director de Enfermagem e Mário Silva Cardoso é o novo director administrativo desta instituição.
O ministro empossou para o cargo de inspector-geral de saúde, Miguel dos Santos Oliveira.
Na ocasião, o governante afirmou que caso não se imprima uma dinâmica mais eficiente no desempenho das instituições sanitárias será impossível alcançar os objectivos preconizados pelo sector.
"Não vamos alcançar sem adoptarmos uma postura diferente, pois são metas ambiciosas e sofremos os efeitos de externalidades negativas como a falta de recursos materiais, problemas com o ambiente, chuva, situação nutricional, mau saneamento e insuficiente educação, factores que nos obrigam a acelerar para dar resposta aos problemas", frisou.
Com este propósito apelou aos recém empossados a darem o seu melhor no desempenho das suas funções, tendo como base a lealdade na gestão da coisa pública.
Para melhorar a saúde dos angolanos, José Van-Dúnem apontou dois pilares principais como sendo o primeiro a atenção primária, as doenças previníveis pela vacinação, paludismo, as diarreias e a má nutrição que continuam ainda a influenciar os padrões sanitários do país.
Segundo ele, se a nível primário as coisas funcionarem bem as patologias que chegarem aos hospitais terciários vão ser cada vez mais complexas, exigindo dos profissionais um desempenho mais referenciado.
Tudo isso, explicou, implicará igualmente maior preocupação com a superação, condições de trabalho, necessidade de mais recursos e fundamentalmente uma atenção humanizada aos cidadãos.
O segundo pilar está relacionado com as portas de entradas para os hospitais: os bancos de urgência, as áreas de consultas externas e as enfermarias, unidades que devem merecer uma atenção especial do Minsa.
Por outro lado, considera fundamental para o êxito do trabalho e consequente satisfação dos utentes, uma postura de inter ajuda entre as unidades.
"É fundamental que actuemos de uma forma sistémica, com fraternidade e companheirismo, visando reganhar o nosso bom nome e a aumentar a credibilidade das nossas instituições", frisou o ministro José Van-Dúnem.