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19-03-2010 13:49

Portugal
Mais de cem mil mulheres angolanas poderão estar infectadas com VIH/Sida

Lisboa (Da enviada especial) - Cento e nove mil 376 mulheres angolanas com mais de 15 anos de idade poderão estar infectadas com o VIH/Sida, com uma prevalência estimada de 3.1 porcento em grávidas.
 
A informação foi avançada pela médica angolana Maria Generosa quando falava sobre a prevenção da transmissão vertical mãe-filho do VIH, tema que abriu a sessão de hoje, sexta-feira, último dia do Congresso da CPLP.
 
A médica disse que para fazer face a alta taxa de mulheres grávidas seropositivas, o governo angolano começou, em 2004, a implantar o programa de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV), com três unidades em Luanda. Até 2009 o país contava com 178 distribuídas em todos os municípios do país.
 
Segundo Ana Genoveva, o governo angolano tem concentrado esforços na implantação do programa de prevenção de transmissão vertical, ciente da importância estratégica da prevenção de novos casos e controle da epidemia.
 
Nesse âmbito, ante a necessidade de continuar a expansão, em 2008 foram criadas equipas de formadores provinciais, integrando o programa de saúde reprodutiva e os profissionais que já contavam com experiência nas unidades sede, cujas equipas têm expandido o plano e a supervisão dos serviços implantados.
 
Como principais resultados, o país conta desde Dezembro de 2009 com 178 serviços de PTV implantados nas maternidades nacionais, hospitais provinciais, municipais e centros de saúde.
 
Acrescentou que até Outubro de 2009 foram realizados 506 mil 735 testes em gestantes, dos quais 14 mil 816 foram positivos e, deste número, sete mil 515 receberam cuidados no programa PTV.
 
Ao longo deste tempo, foram registados alguns constrangimentos como a falta de adesão das pacientes ao programa, provavelmente por factores culturais, estigma e discriminação, e de informação.
 
Ante todos estas dificuldades, os esforços realizados nos últimos seis anos têm impacto positivo para o país, conseguindo aumento acelerado da cobertura do programa, a eficácia do protocolo, reduzindo a taxa de transmissão do VIH de mãe para filho para menos de cinco porcento.
 
Actualmente, o Instituto Nacional de Luta contra o Sida (INLS) está a desenvolver um projecto piloto para a implementação do diagnóstico precoce infantil em crianças expostas ao risco.





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